Pato Fu mostra ao que veio
Grupo mineiro se apresenta neste sábado em Londrina com o show promocional do álbum Televisão de Cachorro
Nino Andrés/DivulgaçãoPato Fu: eles rejeitam a comparação com os Mutantes e são adorados pelo públicoNelson Sato
Éo primeiro show deles por aqui. Saudada como uma das revelações da década, a banda mineira Pato Fu chega a Londrina amanhã com o show promocional do álbum Televisão de Cachorro, o quarto de uma carreira oscilante.
Quando surgiu, o grupo foi comparado aos Mutantes. Para a alegria dos críticos, chegou até a gravar uma faixa num CD-tributo aos antecessores. Seus integrantes, porém, rejeitam a analogia. A culpa coube a Fernanda Takai, cuja doçura interpretativa remetia imediatamente aos vocais de Rita Lee, quando esta ainda andava em boa companhia.
Fernanda é adorada pelos fãs. Não rebola em trajes sumários nem explora poses eróticas depilando homens em programas de TV, mas arranca suspiros. Além dela, a banda é formada por John (guitarra), Ricardo Koctus (baixo) e Xande Tamietti (bateria). Televisão de Cachorro, o novo disco, colocou a banda novamente nas paradas depois do fiasco mercadológico do anterior Tem mas Acabou.
A faixa ‘‘Antes que Seja Tarde’’ é o carro-chefe do repertório, que teve produção de Dudu Marote. Além das inéditas, inclui versões das músicas ‘‘Eu Sei’’ do Legião Urbana, ‘‘Nunca Diga’’ do grupo gaúcho Graforréia Xilarmônica; e ‘‘Tempestade’’ do Maskavo Roots - esta com inserção de riffs de guitarra do hino pop oitentista ‘‘In Between Days’’, da banda inglesa The Cure. ‘‘A Necrofilia da Arte’’ traz letra de Rubinho Troll feita em cima da melodia de ‘‘Alfômega’’, de Gilberto Gil.
O parto do disco foi sofrido, amarrando os integrantes durante três meses no estúdio. Um sacrifício para eles, que sempre celebraram o trabalho no palco, em contatos diretos com a platéia. O show deste sábado começa às 23 horas, no Cinema Café, com ingressos a R$ 10,00.

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