Joinville - Depois da apresentação dos alunos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, a Noite de Gala do Festival de Dança trouxe as companhias que ajudaram a fazer a história do festival. Os bailarinos Thiago Soares e Roberta Marques, que já foram premiados no evento e agora são solistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, apresentaram o ''gran pas-de-deux'' de ''Diana e Acteon''. A Companhia Sesiminas apresentou uma variação de ''O Quebra Nozes'', com 34 bailarinos em cena coreografados por Cristina Helena, fundadora da companhia.
A companhia mineira dividiu a noite ao dar espaço para a dança contemporânea.
Nessa modalidade, a companhia paulista Raça mostrou porque é um dos grupos de destaque na dança brasileira, mostrando a coreografia ''Caminhos da Seda''. Os bailarinos do Raça descobrem uma nova utilização para os tecidos que cada vez mais ganham espaço nos espetáculos de dança. Longe de passar uma sensação ''dejavu'', a coreografia surpreeende pela técnica e sem dúvida foi a que mais se destacou na Noite de Gala.
Para montar ''Caminhos da Seda'', o grupo se inspirou na ponte que une o Oriente e Ocidente e serve como rota comercial de tecidos. No palco os tecidos funcionam como uma espécie de esteira rolante que auxilia a movimentação dos bailarinos e criam um ilusão de ótica para o espectador.
Também se apresentaram na noite de anteontem, a Ginga Cia. de Dança, de Campo Grande (MS), com a coreografia ''100% Cento'', assinada por Chico Neller e a Dança de Rua do Brasil, de Santos (SP). Ambas, com detalhes muitas vezes interessantes, mas que acabam se perdendo não por uma questão técnica, mas pela organização do festival. O evento reúne muitas apresentações em um só dia. Quem consegue chegar até o final, depois de mais de quase quatro horas de apresentação, já não consegue apreciar com bons olhos os últimos espetáculos.(K.M.)

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