Passes especiais driblam as muitas filas do verão
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terça-feira, 05 de julho de 2005
Viviane Kulczynski<br> Agência Estado 
PARIS, 29 (AE) - Poucos dias em Paris e você está há uma hora na fila para poder ficar, finalmente, cara a cara com a Gioconda, no Louvre. Um monte de coisas ainda para ver e você lá, louquinho para testemunhar a história na cripta arqueológica de Notre-Dame. Mas os ponteiros do relógio correm. E nada de chegar a sua vez. O verão chegou à Europa e, com ele, as intermináveis filas. Mas existe uma maneira de agilizar isso tudo, com a Carte musées-monuments.
Explica-se: quem compra o passe tem entrada garantida por portas especiais e, é claro, sem filas. Nem é preciso passar no caixa para validá-lo. Isso é feito apenas na primeira vez. Depois é só apresentar na entrada e passar reto.
O passe vem com uma agenda do tamanho de um cartão de crédito. Ali estão os endereços dos locais em que ele é aceito, com telefone, metrô e horários. Também traz símbolos que indicam os dias da semana em que o ingresso é gratuito mesmo para quem não tem o passe. Isso ajuda muito a se programar.
Entre as atrações às quais ele dá direito, estão o Arco do Triunfo, o Centro George Pompidou, o Museu do Louvre, o Museu d'Orsay, o Panteão, o Museu Rodin, a Sainte-Chapelle, o Palácio de Versalhes... Uma infinidade. E, por isso mesmo, é bom pensar no custo-benefício.
Pois há cartões para um, três e cinco dias consecutivos. Eles custam, respectivamente, 18 euros, 36 euros e 54 euros. Vale calcular quanto custaria para ver tudo o que você quer, em quantos dias você pretende fazer as visitas e pronto.
É só escolher o passe que representar a maior economia. O cartão está à venda nas estações de metrô e de trem, nas atrações participantes, nos escritórios de turismo e na Fnac.
É igualmente possível economizar em transporte. A Carte Orange, que nada mais é que um passe de metrô e trem semanal (de segunda a domingo, mesmo que você compre na quarta-feira, por exemplo), custa a partir de 15,40 euros por pessoa para as zonas 1 e 2, o suficiente para o turista regular. Se você fosse pagar cada uma das viagens, gastaria 1,40 euro toda vez. Faça as contas. Aqueles 15,40 euros equivalem a 11 viagens. Em uma semana, usa-se muito mais que isso.
Além disso, o passageiro usa sempre o mesmo tíquete, sem filas. Carrega-se uma carteirinha com o passe e um único bilhete. Portanto, todo cuidado é pouco para não perdê-lo ou jogá-lo fora. E lembre-se. Só é possível comprar o passe em Paris, nas estações de metrô, nos aeroportos e em escritórios de turismo. E é preciso ter uma foto 3x4, que será colada na carteirinha. Depois, é só andar pra lá e pra cá.
Se for usar algum trem fora dos limites, na zona 3, por exemplo, paga-se só uma pequena diferença. É o que ocorre com aqueles que compram o passe para as zonas 1 e 2 e querem ir ao Palácio de Versalhes.
Não comprou a Carta Orange e se arrependeu? Sem problemas. Ainda dá para fazer uma pequena economia. O carnê com dez bilhetes únicos (carnet) custa 10,40 euros (3,60 a menos do que o preço normal das dez viagens). E há o ParisVisite, para um, dois, três ou cinco dias consecutivos, independentemente do dia que se comece a usar, incluindo descontos em atrações. O de cinco dias, por exemplo, para as zonas 1 a 3, custa 26,65 euros. Na lista de vantagens estão, entre outras coisas, 50% de desconto num romântico passeio de barco pelo Sena.


