ARMAÇÃO DOS BÚZIOS - Opções não faltam quando o assunto é a melhor maneira de desvendar Búzios. Quem se arriscar a seguir a pé, deve ter em conta que a empreitada requer certo preparo físico, pois algumas das mais belas praias estão longe do centro da cidade. Os que preferem algo mais confortável têm pelo menos duas alternativas complementares que costumam fazer a festa dos turistas: por terra e pelo mar.
  Na primeira opção – um tanto cansativa em dias de muito sol, mas a melhor para conhecer bem algumas praias e tirar as fotos mais bacanas –, um trolley, tipo de pau-de-arara, leva, no máximo, 35 passageiros. O tour começa e termina na Orla Bardot e segue para dois mirantes e 12 praias. Se preferir, o visitante pode embarcar no próprio hotel e seguir viagem.
  Um guia – alguns num intrigante portunhol – explica as diferenças entre as várias praias e as curiosidades do caminho. Pode apostar: o momento de maior alvoroço entre os passageiros é quando aparece um tímido caminho de terra, na Praia Olho de Boi, que leva a um reduto exclusivo de nudistas. Mas nem adianta esticar o pescoço, pois eles estão muito bem protegidos dos curiosos por paredões de pedra.
  O passeio pode ser bem útil também na hora de se escolher uma praia para voltar e passar o resto do dia – especialmente se o tempo de estada for curto. Experimente, então, dar alguma atenção à do Forno, por exemplo, que, dizem, leva este nome por causa da alta concentração de ferro na areia, que até ganha uma tonalidade avermelhada. Com o sol forte, torna-se praticamente impossível caminhar por lá sem queimar os pés. Para compensar, as águas são as mais geladas de Búzios.
  Outro ponto distante do centro e que merece bem mais do que os dez minutinhos de parada do passeio é a Ponta da Lagoinha, uma formação rochosa um tanto perigosa, mas que, com certeza, rende algumas das mais espetaculares fotos do balneário fluminense. Não é muito freqüentada, mas vale a pena contemplar essa maravilha – aliás, místicos da cidade gostam de dizer que nesse lugar há uma grande concentração de energia. Na dúvida, invista em alguns momentos de meditação.
  O tour termina no Saco da Ferradurinha, duas horas e meia depois do início. Um espetáculo de dar medo, pois o caminhão segue até um penhasco altíssimo. Para voltar, somente marcha à ré, pois não há espaço para manobras.
  Se a pedida for um passeio mais refrescante há, claro, inúmeras opções pelo mar. Escunas partem três vezes por dia da Praia do Canto, no centro, em direção a 12 praias e três ilhas – Caboclo, Branca e Feia –, com direito a duas paradas, de 30 minutos cada, para mergulho.
  Numa das paradas, aliás, ocorre uma cena inusitada: um ambulante chega num barco a motor, sobe na escuna e oferece espetinhos de camarão, dois por R$ 5,00. Alguns corajosos até se atrevem... A maioria, porém, prefere ficar apenas na caipirinha servida a bordo e incluída no preço do passeio, assim como refrigerante e água.
  Na Orla Bardot fica um prático, barato e curioso meio de transporte: os táxis aquáticos. São minilanchas que levam de quatro a seis pessoas para outras praias – a de João Fernandes é a última parada. O turista pode, também, combinar um horário para voltar ao centro, pelo mesmo preço. O passeio é fechado na própria orla.

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