Passeio movido a sorvete
Ninguém confirma nem desmente, mas pode até ser que em Maringá se ande tanto para manter a forma. Afinal numa cidade onde existem 140 sorveterias, é difícil resistir. O sorvete faz parte da vida de Maringá. Tem gente que troca o almoço por um bom bufê de sorvetes. São loucuras gastronômicas que lotam as calçadas no verão e reúnem a moçada nas férias. Tem sorvetes de laranjinha japonesa com uísque, framboesa com chantily e como tem muito mineiro na cidade, tem até de doce-de-leite com ameixas e de requeijão com goiabada. Sai tentação! Tem casas que servem taças com dois quilos de frutas tropicais nadando em sorvetes. Outras arrasam nas tortas e cassatas de frutas da região. Alquimias acontecem nas sorveterias. Rios de marshmellow e avenidas de caramelo. Maringá tem gosto de sorvete. Não há calor que resista. E nem gula. Depois, é só dar uma caminhadinha.
Outra mania do maringaense é a de plantar árvores. Pode ser uma herança da comunidade japonesa, determinante na formação da cidade. É comum, nos finais de semana, ver famílias inteiras plantando. Parece que um pergunta para o outro: Já plantou sua árvore hoje?. São 70 mil árvores, só nas ruas, que espantam o calor e dão o toque de magia à cidade. Quer brigar com um maringaense, é só maltratar uma planta. Nem parece que tem 20,6 metros quadrados de áreas verdes para cada habitante. Os canteiros de flores, frutas e até de verduras são uma cena do cotidiano, mesmo nas ruas mais movimentadas. As habitantes mais comuns da cidade são as sibipirunas e tipuanas, os ipês e as grevíleas. Tem alamedas só de acácias, outras só de ficus, ruas de alecrins, praças de mangueiras, palmeiras imperiais e flores quase todo o ano.
Daria até para mudar o nome de Maringá para Cidade Canção da Natureza.(C.A.A.)





