Impressiona o bom preparo dos alunos na hora de perguntar. Mesmo os menores da 5º série do Colégio Universitário já mostram competência. A maioria não demonstra medo: apresenta preparo emocional e intelectual para argumentar, se defender e se posicionar com senso crítico. Eles têm um discurso bem-estruturado e depois de acompanhar a entrevista com Pedro Bandeira, conseguem trazer para o seu cotidiano real os ensinamentos adquiridos pelos livros. ''Ler é fascinante'', conta Caroline Schimith, 13 anos. Júlio Ruiz Marrara, 14 anos, destacou que no livro ''A Droga da Obediência'' percebeu que as pessoas comuns podem ser hipnotizadas por outras que defendem o uso de uma droga hipnótica para ''termos um mundo melhor''. Camila Mortari, 13 anos, defendeu que a mídia manipula a informação, só mostra o que é ruim e pejorativo e busca o Ibope. Ela não gosta mais do jornal da TV Globo; prefere o da TV Cultura. ''Há um jogo de poder, querem o controle de massa. Querem deixar o povo inculto, não querem que o povo adquira sabedoria'', afirmou. O seu colega Lucas Fredegoto Corsaletti, 14 anos, acrescentou que a ''mídia não quer dar educação com cultura''. ''Acho essencial que todas as escolas estimulem a formação do indivíduo. Isso vai refletir no futuro do país'', disse com a concordância do colega André Schimith, 14 anos. No final, a aparentemente tímida Glória Grassano Pedalino, 11 anos, concluiu com a história de uma moça que trabalha na sua casa e que aprendendo a ler. Garantiu que agora vai ler algumas histórias para ela. Anualmente, os alunos devem ler pelo menos seis livros sugeridos pelo professor e participam do projeto ''Livro vai ao aluno'', onde escolhem o livro que querem ler em feriados prolongados. Além disso escrevem redações e participam do Clube da Leitura semanalmente.

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