Porto Alegre - Bastante populares entre os moradores, os parques de Porto Alegre costumam ficar lotados (e muito animados), principalmente nos fins de semana. Mesmo que você tenha pouco tempo disponível na cidade, compensa visitar pelo menos duas dessas áreas verdes, perfeitas para relaxar num daqueles dias frios e ensolarados, tão típicos de lá.
O mais tradicional é o Parque da Redenção, também conhecido como Farroupilha. São 370 mil metros quadrados de área, com direito a minizoológico, lago com pedalinho e parque para as crianças. Aos domingos, as oportunidades de entretenimento por lá se multiplicam, graças ao famoso Brique da Redenção, uma espécie de feira gigante, que ocorre desde abril de 1982. Cerca de 300 expositores se espalham por quase um quilômetro da Avenida José Bonifácio, vendendo de artesanato a antiguidades.
Vale caminhar sem pressa e observar cada detalhe da feira e das redondezas - a bela Igreja Santa Terezinha, por exemplo, fica bem ali do lado, com sua arquitetura gótica. Nas barracas, você terá algumas surpresas. É o caso do baianíssimo acarajé, que conseguiu garantir espaço na terra do melhor churrasco do mundo (na opinião nada isenta dos porto-alegrenses, claro).
Artistas de rua também circulam pela região, que vira um palco a céu aberto. Siga, então, os sons da curiosa música de Zé da Folha, 65 anos, que toca folhas como se fossem gaitas. Para acompanhar, um violão e um pandeiro grudado no pé, que dita o ritmo da canção. Zé realiza seus shows sempre aos domingos, no Brique.
Outro artista que marca ponto na feira se chama Marcelo Tcheli. Seu negócio é o teatro, mas não qualquer teatro. O espetáculo, que dura 2 minutos e custa R$ 2, ocorre em um dos menores palcos do mundo. As apresentações são sempre individuais: você se senta em um banquinho, coloca o fone de ouvido e posiciona os olhos bem perto da cortina. Ela se abre e você vê os ''atores'' em forma de palito se apresentarem no ''palco'', que não passa de uma caixinha de fósforo.
Tiroteação
O Parque Moinhos de Vento, no bairro de mesmo nome, é outro desses espaços especiais da capital gaúcha. Criado na década de 1970 numa área que pertencia ao Jockey Club do Rio Grande do Sul, o Parcão, apelido que ganhou dos moradores, é perfeito para a prática de esportes e para passeios interessantes.
Dividido ao meio pela Avenida Goethe, tem diversas quadras de um lado. Do outro, estão o playground e um pequeno lago, posicionado na frente da réplica de um moinho açoriano. E é perto desse moinho que a tiroteação (ou paquera) rola solta. Se quiser andar por lá, siga o exemplo das gurias e dos guris, que vestem suas melhores roupas. Fica difícil não notar o desfile de beldades (não se esqueça, Gisele Bundchen nasceu no Estado). (L.F./Agência Estado)

mockup