O complexo formado pelos parques argentinos Ischigualasto e Talampaya ganhou da Unesco, o título de Patrimônio Natural da Humanidade, por ser o único depósito de fósseis do período triásico do mundo. A organização concedeu o título aos parques argentinos com o objetivo de garantir a preservação e a proteção desses locais, nos quais é possível estudar o desenvolvimento da vida na região e a evolução dos vertebrados.
O Parque Provincial Ischigualasto também é conhecido como ‘‘Vale da Lua’’, por seus estranhos contornos e formações rochosas. Situado na província de San Juan, a 330 quilômetros de sua capital, a reserva abrigou, há milhares de anos, um lago no qual se depositaram fósseis de plantas, dinossauros e outros animais.
Na província de La Rioja fica o Parque Canyon de Talampaya, com seus paredões de pedras avermelhas de aproximadamente 150 metros de altura. Neles, os visitantes podem observar antigas inscrições de povos indígenas que viveram na região. Essas rochas também servem de abrigo para os condores, que costumam fazer ninhos no local.
A obtenção do título de Patrimônio da Unesco é reforço extra na campanha de marketing do governo argentino para atrair mais turistas. Além de oficinas para divulgar os encantos do país entre os vizinhos, o governo empenha-se a tomar outras medidas para estimular o turismo.
Uma delas é o projeto de lei, já aprovado pela Câmara dos Deputados, que garante a devolução do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), cobrado de turistas estrangeiros sobre serviços de hotelaria e de bens produzidos no país. A alíquota do IVA é de 21% e sua devolução é inédita na Argentina. Na América do Sul, apenas o Chile possui essa prática.
O projeto foi encaminhado para o Senado e, se a lei for sancionada, será aplicada nas 14 províncias de fronteira, com exceção de Buenos Aires. O governo poderá estender, progressivamente, o benefício a todo o país a partir de 2004. A expectativa é de que a devolução do IVA passe a vigorar já partir do início de 2001.
Segundo o Secretário de Turismo da Argentina, Hernán Lombardi, essa mudança na legislação é estratégica para a construção de uma promoção fiscal para a geração de maior demanda turística para o país.

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