'Paredões' de som tocam reggae para dançar juntinho
São Luís - Sabe-se lá por qual motivo, o reggae foi fincar raízes em São Luís. É coisa de massa mesmo, à moda dos bailes funks do Rio. O ritmo é tocado bem alto pelas chamadas radiolas e dançado juntinho, num estilo próprio do ludovicense. As radiolas são equipes de som, que montam verdadeiros paredões sonoros de até sete metros de altura. ''O equipamento alcança 10 mil watts de potência. Mas não usamos tudo isso, não, é só para impressionar'', brinca Pinto da Itamarati, proprietário da Itamarati, a maior radiola de São Luís. Coincidência ou não, ele se tornou o vereador mais votado da história da cidade.
Uma radiola como a dele emprega cem funcionários e movimenta uma indústria, que mantém gravadoras, produtores, programas de rádio e TV. São Luís tem o Dia do Regueiro, 6 de setembro, e um logradouro, a Escadaria do Reggae, para homenagear o ritmo.
Chamada há 30 anos de Jamaica brasileira, São Luís já lançou bandas que alcançaram projeção nacional, como a Tribo de Jah. Mas, só agora, começa a se dar conta de que pode usar o reggae para atrair e divertir o turista. Dessa forma, já há opções regueiras para ''inglês ver'', que misturam o reggae a toda sorte de ritmos nordestinos. Para os entendidos, no entanto, o reggae de butique não está com nada. O melhor mesmo é se aventurar pelos bailes autênticos, os legítimos pancadões da massa regueira, que chegam a atrair 8 mil pessoas numa noite. A questão é dar a sorte de ter uma festa de reggae quando se está na cidade, já que são esporádicas e rolam cada vez em um lugar diferente. (P.V./AE)





