Os escritores paranaenses Dalton Trevisan e Laurentino Gomes foram agraciados, na tarde de ontem (17), com o 53º Jabuti, o mais antigo e prestigioso prêmio literário do país, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) desde 1959.

Trevisan ganhou na categoria Contos e Crônicas, com "Desgracida". O livro "1822", de Gomes, foi considerado o melhor livro-reportagem de 2011. Outra conquista relevante para a literatura paranaense foi a de José Castello, carioca que há 17 anos vive em Curitiba, e venceu a categoria Romance, com o livro "Ribamar".

Este é o quarto Jabuti da carreira de Trevisan. Conhecido pela sua reclusão, o autor curitibano é considerado o maior contista vivo do Brasil. Desde 1959, quando fez sua estreia literária com "Novelas nada Exemplares", marcou a ferro quente seu nome na literatura Brasileira. Entre suas obras mais notáveis estão "Cemitério de Elefantes", "O vampiro de Curitiba" e "Guerra Conjugal".

Toda sua obra é permeada pela presença marcante de Curitiba, seja como pano de fundo para as tramas ou mesmo como personagem de contos antológicos, como "Cemitério de Elefantes". "Desgracida", lançado em 2010, é dividido em duas partes: "Ministórias", com textos inéditos do escritor curitibano, e "Mal Traçadas Linhas", com cartas enviadas a amigos.

Autor do livro 1808, sobre a fuga da família real portuguesa para o Brasil, o escritor Laurentino Gomes ganhou, com "1822", seu segundo Prêmio Jabuti. Nascido em Maringá, o autor é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Administração pela Universidade de São Paulo.

Trabalhou como repórter e editor para o jornal O Estado de S. Paulo e a revista Veja e foi diretor da Editora Abril. É membro titular da Academia Paranaense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Castello é jornalista e escritor, colunista do suplemento Prosa & Verso, de O Globo, autor de "Vinicius de Moraes: O poeta da paixão" (1993), "Inventário das sombras" (1999) e "A literatura na poltrona" (2007).

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