Paranaense segue entre os líderes do ranking
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de março de 2011
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
O escritor Laurentino Gomes teve muito menos trabalho para escrever o segundo ''best-seller'' do que no primeiro. ''1822'' é a sequência do bem sucedido ''1808'', mas em vários momentos não avança muito na história além do que foi já retratado na saga sobre a chegada da família real portuguesa ao Brasil. A fórmula é a mesma. Por isso mesmo garante uma boa leitura, uma vez que traz uma simplificada e mais interessante história brasileira como nunca foi mostrada antes. O bom resultado reflete nas vendas: desde que estreou entre os mais vendidos, em setembro do ano passado, o livro custou a sair dos primeiros da lista, onde continua até hoje.
O segundo livro do jornalista paranaense parte do exato momento em que o primeiro termina. O momento da história brasileira que culmina com a Independência do país em 1822 é contado do ponto de vista do personagem mais importante do episódio, Dom Pedro I. E desta vez, ao invés do relato ser focado no simpático rei bonachão e nas anedotas de uma família cheia de elementos bizarros, Gomes conduz a saga por elementos mais históricos e pouco menos curiosos. Por este motivo, o livro se torna muitas vezes mais monótono do que o antecessor.
No entanto, o sucesso não é injustificado. Ele continua a atrair a curiosidade de milhares para a história do Brasil por mostrá-la de um jeito menos didático e mais descontraído. O melhor momento do conto está no capítulo sobre as aventuras sexuais entre o Imperador e a Marquesa de Santos. As cartas ''apimentadas'' entre o casal retomam o tom cômico da narrativa de Gomes. Já o momento melancólico é dedicato à Princesa Leopoldina.
O autor paranaense já promete retornar à lista de best-seller com a sequência natural da história. O título do próximo livro também não é segredo para ninguém. E depois dos dois primeiros, o material para a composição de ''1889'' já deve estar bastante adiantado.
Serviço
- ''1822'', de Laurentino Gomes, é publicado pela editora Nova Fronteira, tem 328 páginas e custa R$ 40,40.


