Paranaense ILUMINADA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Thiago Nassif<br> Reportagem Local 
Vencer é bom. Vencer, aos 21 anos, literalmente ''comendo pelas beiradas'', é melhor ainda. Campeã da segunda edição do programa ''Ídolos'' na semana passada, a paranaense Thaeme Mariôto mantém, ao falar com a FOLHA2, o mesmo astral que pontuou sua vitoriosa passagem pela versão brasileira do ''American Idol'', exibida pelo SBT.
Em entrevista exclusiva à FOLHA2, a vencedora da segunda edição do programa ''Ídolos'' fala do início da carreira em Londrina e Jaguapitã e diz ter plena consciência de que triunfo foi ''grande vitrine, mas um começo''. Thaeme ainda está em São Paulo preparando o lançamento de um CD, sob o crivo da Sony/BMG, e da escolha de repertório e da música que será o primeiro single.
O início em um coral de Igreja, em Jaguapitã, passando pelo período em Londrina - cidade à qual diz ''dever tudo que aprendeu'' - e a relação com a fama repentina recheiam o bate-papo.
Você esperava ter vencido?
Comecei a acreditar que poderia vencer quando ficamos no Top 3: eu, a Shirley e a Lenny. Quando fui classificada para a final, ao lado da Shirley, senti que poderia ganhar, porque as votações estavam bem parecidas.
O cantor John Secada declarou que vencer nem sempre é sinônimo de sucesso. O que você tem a dizer sobre tal afirmação e o que espera daqui para frente?
O programa foi, na verdade, uma grande vitrine para mim. Ninguém sai do ''Ídolos'', do ''Fama'' ou de um ''Big Brother Brasil'' famoso e consagrado. O ''Ídolos'' foi ótimo, um grande passo que me deixou à frente de qualquer outro artista novo, mas tenho ciência de que a carreira começa a partir dali. O comportamento vai de pessoa para pessoa. O Leandro, vencedor da edição anterior, levou a carreira dele de uma forma que não vai ser a mesma com a qual vou levar a minha, que a gravadora vai tratar. Cada um é cada um. Agora começo a gravar o CD, colocar minhas músicas nas rádios, fazer shows, o público vai conhecer as minhas músicas. Tudo é um processo, tenho plena consciência disso.
Qual estilo musical podemos esperar de você? Está mais para Paula Toller ou Kelly Clarkson?
Não conversei muito ainda sobre isso com o pessoal da gravadora, mas penso em algo como Kid Abelha mesmo, um pop/rock lento mesmo.
Final e início de semana de gravações para o ''Domingo Legal'', ''Hebe'', ''A Praça é Nossa''... Sua agenda anda cheia de compromissos. O que temos de concreto, por ora? O que o SBT reserva para você?
A música que eu cantei na final do programa, intitulada ''Rotina'', vai estar no CD, mas não sabemos ainda se ela vai ser o carro-chefe, se vai ser o single ou não. Em relação ao restante das músicas, ainda não tenho idéia. Vou começar a colocar voz nas faixas o quanto antes, já era para eu ter dado início a esse processo, mas estou gripada. No meio da semana vou estar a par e a colocar voz nas faixas. A prioridade é lançar a música single, para mandar às rádios e, depois, tratar do repertório para o CD cheio, completo.
No Orkut, há sete contas inscritas com seu nome. Todos oficiais ou resultado da fama?
São todos verdadeiros (risos).
Por falar em Orkut, lá diz que você gosta de Avril Lavigne, Bon Jovi, Mandy Moore, Ana Carolina...
A top para mim é Paula Toller, mas, de um cinco anos para cá, tenho ouvido bastante Ana Carolina. Gosto da Marisa Monte também.
Entre as americanas, quem mais te influencia?
Não faço o tipo Mariah Carey, Whitney Houston e demais. Sou mais a Kelly Clarkson, que venceu a primeira edição do ''American Idol'', e também Mandy Moore, Avril Lavigne, Joss Stone, Alanis Morissette.
É intenção sua fazer uma turnê?
Não sei ainda. Provavelmente a rotina vai incluir divulgação nas rádios e alguns shows de agradecimento. O Paraná, obviamente, e cidades como Jaguapitã, Londrina e Curitiba estão nos meus planos.
Por falar em Londrina, você participou de boa parcela dos programas de auditório locais, na adolescência. O que Londrina representou e representa para você?
Tudo que aprendi foi em Londrina. A cidade foi uma escola gigantesca. Aos 7 anos, cantava no Coral da Igreja, em Jaguapitã, onde fui criada. Depois, participava de um programa de TV em Londrina em que era a paquita da atração. Peguei muita experiência, tanto nos programas como nas bandas de pop-rock em que cantava.
E você já quis ser paquita?
Toda garota tem esse período em sua vida (risos). Comigo não foi diferente. (mais risos).
Já cantou ao lado do cantor Daniel e de Patrícia (ex-Rouge), correto?
Sim, foi uma experiência que serviu para enriquecer minha carreira, mas foram pequenas participações. A experiência de palco veio a partir das minhas iniciativas, do trabalho de palco mesmo, de gravar CDs.
Dos colegas de programa, quais são os ídolos de Thaeme?
Tive muitos ídolos, fiquei fã de todos. Somos muito diferentes um dos outros. A Shirley tem o estilo soul dela, pelo qual sou apaixonada. A Lenny é a ra© inha da festa, a que mais dominava o palco, cada uma tinha sua característica, que eu admiro demais, cada peculiaridade.
O que o programa te trouxe?
Melhorei bastante diante das câmeras. Com certeza tenho muito que aprender. Vou ainda a muitos programas e, aos poucos, espero ir me soltando mais. Desenvolvi muito e aprendi muito em relação a ser julgada, a cantar sob pressão. Depois que cantei sob o olhar do júri, sinto que nada mais vai ser tão desafiante quanto estar sob o crivo de quatro pessoas darem o veredicto sobre sua performance. Acabo tendo mais esse domínio.


