Paranaense brilha em 'Ídolos'
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terça-feira, 09 de maio de 2006
Andrezza Capanema<br> Folhapress 
Ser escolhido entre os cerca de 12 mil inscritos que disputaram uma vaga em Ídolos foi considerada a primeira vitória. Estar na lista dos 117 candidatos selecionados pelos jurados para continuar no reality show, a segunda. Ficar entre os 30 finalistas do programa, a terceira. Fincar-se entre dez preferidos, a quarta. Mas vencer a disputa ainda é o objetivo principal de Osnir Alves, 24 anos, Lucas Poletto, 20 anos, e Paulo Neto, 25 anos, os três primeiros finalistas da atração, eleitos pelos telespectadores na quarta-feira passada. Eles deixam a modéstia e a politicagem de lado e não escondem a preferência por si mesmos.
Entrei no programa convicto do meu potencial. Sei que o nível dos outros candidatos é bom, mas quero ser o novo ídolo do país, diz Osnir Alves. Nascido em Araguaína, no Tocantins, ele começou a cantar música sertaneja aos 8 anos e, desde então, busca o sucesso nacional.
Lucas Poletto também está confiante. Muita gente torce por mim. A minha cidade (Medianeira, no Paraná) tem faixas com o meu nome, e as pessoas me param na rua dizendo que vão votar em mim. Participei de um evento na sexta-feira e precisei de escolta policial para deixar o lugar. Estou no caminho certo, fala o jovem, que largou a faculdade de fisioterapia para se dedicar ao sonho que começou aos 6 anos.
Paulo Neto, desenhista que estreou na música sem querer, quando indicou um amigo para assumir o vocal de uma banda de axé e acabou conquistando o posto, faz coro com os concorrentes. Ter escutado dos jurados que canto com um brilho no olhar e uma lágrima na voz me deu ainda mais confiança. Quero ganhar o programa, conquistar o Brasil e depois o mundo.
O jurado Arnaldo Saccomani não reprova o clima de euforia, mas lembra que as próximas eliminatórias mostrarão fortes competidores. Davison Batista se destacou na audição, Pollyana Papel tem um timbre de voz lindo e Márcio Bellini me impressionou.
Carlos Eduardo Miranda provoca: O candidato pode ter sido perfeito nas audições, nos ensaios, mas o que vale é a apresentação de quarta. O verdadeiro ídolo se destaca na adversidade.


