Paraná perde ícone do teatro itinerante
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
Reportagem Local 
Foi cremado ontem em Curitiba o corpo de Fausto Cascaes. O ator morreu aos 84 anos, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Não saía da cama havia sete meses, depois de ter sofrido uma queda que ocasionou a quebra do fêmur. Fez cirurgia, mas não conseguia dar início à fisioterapia.
Cascaes passou boa parte da vida na estrada, levando o teatro a comunidades no interior do Paraná que, na década de 50, nunca tinham assistido a uma peça. ''Fizemos um trabalho de bandeirantes, rodando no barro. Tenho orgulho de dizer que o teatro que existe no interior foi incentivado pelo nosso trabalho'', comentou o amigo José Basso, que completou: ''ele tinha um perfil humanitário. Sempre pronto a ajudar todo mundo. Além de atuar, tinha o dom de fabricar cenários. E vi ele fazer isso sem cobrar nada.''
''Foi uma grande perda para o teatro paranaense. Desde criança ele era envolvido com circo e teatro. Começou no teatro de pavilhão e batalhou a vida inteira pelo teatro e pelo trabalho em que ele acreditava'', afirmou Eliane Berger, coordenadora geral do Fórum das Entidades Culturais, instituição a qual Fausto era filiado há 15 anos, desde a sua criação. No Fórum, o ator representava o teatro itinerante.


