Mario CesarFim do show dos Titãs e Paralamas do Sucesso no Moringão: eles fizeram a festa para um público estimado em 3 mil pessoasParalamas e Titãs:
um show redondinho
Antônio Mariano Júnior
Não lotou. As hipóteses levantadas vão desde o valor o ingresso (R$ 20,00) até mesmo, vejam só, o frio que cismou de vir com tudo anteontem à noite em Londrina. Só que os palpiteiros de plantão se esqueceram de citar que tanto os Paralamas do Sucesso como os Titãs vieram há pouco tempo, separadamente, à terrinha. Aliás, é só espirrar que eles estão aqui (e o Barão Vermelho também). Mas enfim, quem estava entre as presumíveis 3 mil pessoas que foram ao Ginásio de Esportes Moringão, não teve o que reclamar do show que reuniu as duas bandas.
Primeiro porque teve espaço suficiente - fosse nas arquibancadas ou mesmo no gargarejo - para saracotear à vontade. Depois porque o repertório escolhido pelas duas bandas agradaria até mesmo velhas corocas, dessas que acham que a juventude está perdida e coisa e tal. Rosário de sucessos, tanto por parte dos Paralamas quanto dos Titãs, que fez com que todo mundo cantasse as canções. Sendo assim, só poderia ser um show irretocável do ponto de vista dos fãs.
Vamos ser sinceros: as duas bandas promoveram apenas um show redondinho. Despretensioso mesmo. Feito de encomenda para fãs que não estão nem aí para a péssima acústica que costuma engolir as letras de algumas músicas. Mas isso acabou não prejudicando em nada o show já que estava todo mundo com as letras decoradinhas - também, tocaram até nas rádios... - e foram no embalo.
A noitada musical começou com - isso é incrível - apenas trinta e cinco minutos de atraso. Primeiro, Paralamas (como Herbert Vianna na guitarra é bom pra caramba, não?) que espantou o frio da moçada. Na música ‘‘O Beco’’, entraram os Titãs - havia uma sutil preferência do público por eles. Cada banda tocou cerca de 50 minutos. Uma ou outra balada no repertório.
Aí, veio o que todo mundo esperava: o encontro dos dez jovens senhores. Que durou não mais que trinta minutos. ‘‘Marvin’’ foi um dos momentos mais bonitos - guitarras e baixos de ambos os lados mostraram-se sintonizados e a voz de Herbert Vianna ressaltou a tristeza embutida na canção. No final, ‘‘Pelados em Santos’’, dos Mamonas Assassinas. Sabe que ficou até legal?
De quebra, uma discreta participação de alguns integrantes do grupo Karnak que se apresentaram ontem, no Cabaré do Filo, e que resolveram dar um pulinho no Moringão. O público vibrou. Pelo menos em Londrina, o público aprovou a homenagem póstuma feita por duas bandas de peso a um grupinho mixurica que jogava nhacas no ouvido da gente. Assim, ó: valeu a pena ver Paralamas e Titãs juntos, mas que esse encontro está longe de ser histórico ou memorável, ah, isso está!!

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