fotos: Bete FagundesEspetáculoO incomparável pôr-do-sol na Barra do Saí: programa para os mais sensíveisAinda se toma banho nu em Itapoá, escolhendo com cuidado a área, claro. A aventura pelos 32 quilômetros de praia começa na Barra do Saí, portal de Itapoá, litoral de Santa Catarina. Lugar bonito, de mar bonito, mas nada se compara ao pôr-do-sol.
O recanto que as gaivotas escolheram para o banho no final do dia, a brincadeira em grupo, a pesca, reúne o que há de mais belo na natureza. É lá que o turista encontra a paz, no ‘‘fim’’ do mar, onde há um encontro de águas, areia, mangue e Mata Atlântica no horizonte.
Desde a entrada de Itapoá, a Mata Atlântica é a grande atração - ou seriam as bromélias, as orquídeas? Os moradores sensíveis recomendam o pôr-do-sol da Barra do Saí (Saí-Mirim é o rio que corre por fora, atrás da cidade, em áreas inexploradas).
Depois da Barra vem Itapema do Norte. E a lua nascendo em Itapema do Norte! É fantástico!! Ela surge no mar com a cara do sol: vermelha, imensa, quando lua cheia. Quem sabe disso, e gosta, sempre encontra um banco debaixo de um ‘‘sombrero’’ (qualquer árvore beira-mar) e atravessa a madrugada, sem pegar sereno. Em Itapema estão as três pedras famosas, a colônia dos pescadores, o comércio emergente e o agito da moçada.
Pesca artesanal na Primeira Pedra, em Itapema do Norte
Logo adiante, mas não tão logo assim, fica o Balneário Itapoá, sede do município. É tranquilo, bem estruturado, de bom gosto. Pontal do Norte aparece em seguida, no início da Baía de Babitonga - de 3,5 quilômetros de largura! Mais um paraíso na Mata, rústico, fascinante. É terra de pescadores, assim como a Figueira do Pontal, divisa do município com a Vila da Glória, de São Francisco do Sul.
Gaivotas e botos O turista que vai até Figueira não pode deixar de conhecer a Vila. É um pedacinho de mundo que embriaga o mais turrão dos urbanóides. Tem gente que deixou de ser agrônomo ou qualquer outra coisa na cidade grande para fazer ali um trabalho de conscientização ecológica (ligado a algum ramo comercial) de importância vital.
O Claudio do Engenho Velho é assim: um biólogo de Curitiba que casou com uma dentista e que já tem um filho e toda uma estrutura montada na Vila da Glória. Faz peixes como poucos, defuma, cria ostras e mexilhões e administra uma das melhores pousadas, a da Fábrica. Na propriedade dele o turista faz longas caminhadas, ecologicamente falando. A igrejinha, os trapiches, os restaurantes - tudo é interessante, delicioso.
Da Vila da Glória vai-se de ferry-boat a São Francisco do Sul. Vale a pena. No trajeto de 20 minutos, a beleza está no mar, no horizonte, nos barcos típicos, gaivotas e botos, nas ilhas que vão surgindo aos poucos, com casas de pobre, de rico. Ilhas solitárias, selvagens.
Quem fica, fica na Pousada Villa da Glória, onde qualquer torneira aberta cheira flor (a água vem da mata e o chalé mais alto, cravado na montanha, está no 18º ou no 20º andar em relação a Baía de Babitonga - que é o que se vê). O turista também pode ficar na Pousada da Fábrica, que no começo do século era mesmo uma fábrica, de conservas.
Quem deu meia-volta, escolhe algum hotel no Balneário Itapoá (Nel‘s e Continental) ou em Itapema do Norte (Rainha e Pérola). Se a Barra do Saí atrai mais, recomenda-se o Hotel Willana - hoje fechado, em reforma. Por toda a extensão o turista ainda encontra campings e pensões; é só procurar, menos no Natal, Ano Novo, Carnaval. Encontrar um canto para se alojar nesse período de festas, as melhores da cidade, só se for na casa de algum amigo.

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