Parada Obrigatória interessa a argentinos
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domingo, 06 de setembro de 1998
Paulo Pegoraro 
Arquivo FolhaFila de ônibus na BR-277O projeto Parada Obrigatória, para aproveitamento de parte do fluxo turístico que passa pela BR-277 rumo a Foz do Iguaçu e Paraguai, que será implantado pelo Município de Cascavel, pode ter a participação de investidores da Argentina, através de contatos que estão sendo mantidos pela Assessoria do Mercosul da prefeitura. O interesse foi manifestado por empresários do ramo de turismo e da construção civil das províncias de Misiones e Corrientes, as mais próximas da fronteira com o Brasil, e com as quais Cascavel tem estreitado intercâmbio.
A Parada Obrigatória consiste em uma estrutura de gastronomia, hotelaria e lazer, a ser implantada em área já definida e de propriedade do Município, na zona norte da cidade e à margem da BR-277. O espaço é uma extensão do Parque Ecológico, localizado entre um de seus componentes, o Lago Artificial, e a rodovia federal. O prefeito Salazar Barreiros (PPB) vem se empenhando já há algum tempo no projeto, e estima que o Município terá que fazer pequenos investimentos, porque haverá participação direta da iniciativa privada.
A prefeitura assumirá a pavimentação de uma rua, atravessando a área e permitindo acesso direto à zona central de Cascavel, cujo comércio estabelece um pólo microrregional principalmente em confecções e calçados.
O Consórcio Rodovia das Cataratas, que cobra pedágio na BR-277, deverá construir a título de colaboração um portal sobre a rodovia, no ponto da Parada Obrigatória. As empresas se encarregarão de implantar a estrutura, explorando-a mediante concessão. O município trata agora de vender a idéia, segundo o chefe de Gabinete da prefeitura, Cássius Barreiros.
Cássius manteve contato com os investidores argentinos Héctor Romero Acu¤a e Eduardo Genessini, engenheiros, dirigentes da Câmara de Construtores de Misiones, Pedro Vera, presidente da mesma associação de Corrientes, e ainda Enrique Arrechea e Alejandro Vadillo, da primeira província. Os contatos com os investidores, que já receberam todas as informações sobre o projeto, foram intermediados pelo assessor para Assuntos do Mercosul, o argentino J. J. Durán, radicado em Cascavel há mais de 15 anos.


