Parábolas para quem sonha em ser rico
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de outubro de 1997
Cleide Cavalcante Agência Estado 
Se você tivesse que escolher entre um saco cheio de ouro ou uma pequena tábua de argila gravada com palavras sábias, qual preferiria? A pergunta foi feita pelo velho Kalabab a 27 interlocutores que o ouviam atentamente, ao redor de uma fogueira feita com arbustos do deserto. O ouro, o ouro!, disseram todos. Kalabab sorriu e levantou o braço: Atenção! Ouçam os cães selvagens ferindo a noite. Eles uivam e ganem porque estão mortos de fome. Mas dêem-lhe de comer, e o que fazem? Começam a brigar. E continuam brigando, sem dispensarem um único pensamento ao dia seguinte, que certamente virá.
O mesmo acontece com os filhos dos homens. Peçam-lhes que escolham entre o ouro e a sabedoria - e o que fazem, por sua vez? Ignoram a sabedoria e devoram o ouro. No dia seguinte, tornam-se uns bebês chorões, porque não têm mais ouro.
Esse trecho é de uma das parábolas escritas por George S. Clason, autor de O Homem Mais Rico da Babilônia (Ediouro), um dos livros de auto-ajuda mais vendidos atualmente, nos Estados Unidos.
Autor do primeiro atlas rodoviário dos Estados Unidos e do Canadá, fundador da Clason Map Company of Denver, Clason lançou em 1926 o primeiro de uma série de panfletos sobre economia e casos de sucesso financeiro, recorrendo a parábolas ambientadas na antiga Babilônia para ilustrar seus ensinamentos. Os folhetos eram distribuídos por bancos, companhias de seguros e empregadores e acabaram se transformando em livro.


