Belo Horizonte - As flores roubam a cena. São tantas que chegam a formar extensos tapetes coloridos e se estendem até onde a vista alcança. Caminhar é a melhor forma de admirar a paisagem, formada também por árvores de pequeno porte típicas de cerrado, gramíneas e pedras, que vai ficando mais bonita à medida que a altitude aumenta. Não perca a oportunidade de tirar muitas fotos.
O Parque Nacional da Serra do Cipó foi criado em 1984 com o objetivo de preservar o local e também pelo interesse científico da área - ainda existem por lá muitas espécies vegetais desconhecidas dos pesquisadores.
O turista precisa chegar cedo, porque são permitidos apenas 300 visitantes por dia. Para conhecer os trechos mais bonitos e garantir a segurança, vale a pena contratar um guia - lá, eles são chamados de educadores ambientais. A portaria do parque dá dicas de profissionais. O horário de visitas vai das 8 às 17 horas, com exceção dos dias de chuva, quando o local fecha porque há risco de trombas d'água. Não esqueça de usar roupas confortáveis, tênis ou bota de caminhada e de abastecer a mochila com lanche, protetor solar, repelente e cantil.
Além dos limites do parque, há outros passeios imperdíveis com paisagens de tirar o fôlego e opções de esportes radicais. É só escolher o seu - ou mais de um - e curtir o contato com a natureza, que, afinal, é a grande atração na Serra do Cipó.
Cânion das Bandeirinhas
Os paredões exuberantes enfeitados por pequenas orquídeas se estendem por seis quilômetros. A caminhada junto ao leito de rio dura cerca de três horas, contando as paradas para banho em vários poços de água cristalina. No caminho há também uma floresta de árvores baixas, típicas do cerrado.
Morro da Pedreira
Trata-se de uma Área de Proteção Ambiental (APA) que tem como principais atrações os paredões onde são permitidas as práticas de rapel e de escalada. O acesso é pelo km 100 da Rodovia MG-010. Há aventureiros que preferem desbravar o local por conta própria, mas quem não tem muita prática deve contratar uma agência, o que é fácil de encontrar em Cardeal Mota, para garantir a segurança do passeio.
Travessão
A paisagem é deslumbrante no ponto que divide as bacias dos Rios Doce e São Francisco. Do alto do penhasco conhecido como travessão, avistam-se dois cânions e paredões de rochas.
Chegar lá não é exatamente simples. São cerca de 30 quilômetros de carro, por uma estrada de terra, e mais quatro horas de caminhada por uma trilha de dificuldade moderada, de cerca de 12 quilômetros - com direito a nascentes e campos de samambaias no percurso. O passeio exige acompanhamento de guia e autorização do Ibama. (M.N./Agência Estado)

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