Milton DóriaYoshiya Nakagawara Salles Ferreira: o museu como referência culturalNa visão da artista plástica Yoshiya Nakagawara Salles Ferreira, o museu de arte de uma cidade significa um ‘‘refinamento cultural que provoca a mente e o coração das pessoas’’. Referindo-se especificamente ao Museu de Arte de Londrina, a artista dá algumas idéias para a utilização do local.
Apesar de verificar que para o Museu de Arte de Londrina transformar-se em um museu de verdade, ‘‘falta quase tudo’’. Yoshiya prefere falar sobre as possibilidades do que se tem. Segundo ela, ‘‘temos uma bela escultura-edifício’’ com um espaço físico externo ‘‘maravilhoso, até invejável’’.
Para aproveitar este espaço, a artista plástica sugere a realização de uma vitrine permanente de esculturas, com exposições de artistas locais e de outras cidades. Para isto, é claro, precisa-se de iluminação adequada e segurança dia e noite.
Yoshiya leva em consideração o fato de este tipo de exposição demandar um custo relativamente alto com seguro, transporte e divulgação, por isso sugere três a quatro eventos no máximo. ‘‘Há muito artista bom querendo expor esculturas ao ar livre’’, garante a artista plástica.
O espaço externo oferece uma possibilidade de integrar vários tipos de artes, de acordo com Yoshiya. Ela sugere que na ocasião das exposições ao ar livre seja realizada a apresentação de um coral infantil ou de música antiga, por exemplo. ‘‘Enfim, alguma coisa que toque o coração das pessoas’’, afirma. ‘‘E, por que não dança ao ar livre’’?
Dentro A sugestão de Yoshiya para o espaço interno é fazer um acervo com os artistas de Londrina, inicialmente, mas em vídeo, já que falta um local apropriado para o acervo. A dica da artista plástica é fazer um vídeo de 20 a 30 minutos para colecionar e mostrar ao público, isto ‘‘com programações específicas e bem agendadas’’.
Outra sugestão é o empréstimo de acervos de outras instituições, ‘‘já que fazer um acervo próprio fica muito caro, por falta de pessoal especializado e sala climatizada’’, explica a artista plástica. Apesar das dificuldades impostas pelo espaço físico interno, Yoshiya ainda tem mais dicas para a sua utilização: a formação de uma biblioteca, que segundo ela não custa nada, já que ‘‘hoje os museus e espaços culturais doam livros e até vídeos’’. Outra idéia da artista plástica é intercalar exposições com artistas locais e de outras cidades, nos intervalos das exposições com acervos de fora.
Além das dicas para o aproveitamento do atual Museu de Arte de Londrina, Yoshiya Nakagawara lembra: ‘‘Museu de Arte deve significar também uma referência cultural’’.
(E.P.)

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