- De longe, nunca, viu? De perto, saudade, valente amigo! Na redação, seus olhos grandes e tristes cruzavam os meus nos momentos em que palavras não podiam ser pronunciadas. Horas ao telefone. Segredos, amenidades. Elis que você tanto amava - nunca vou esquecer daquele sonho meu em que ela cantava ''Romaria''.
- Dona Doida, Fernanda Montenegro, calça branca e camisa azul-marinho. De seda. E todo mundo apertado no banco de trás carro. Você na frente para não amassar a roupa. E chegando lá ficou mudo diante da Doida Montenegro. Adélia Prado: ''Cê tem que ler''. Li e tudo leio o que dela vem. Rap do Beckett, Fado do Pessoa, você nunca me mostrou que doidice é essa.
- Para mim, quadra. Você, quarteirão. Ranheta!!! A quantos quarteirões você está agora? O folhetim publicado aqui na Folha sobre a Lindamir e seus amores ao som de Leandro e Leonardo. A Jack fornecendo subsídios. A risada generosa da Matida servindo como termômetro. Célia sempre pondo olhos e panos quentes sobre nós.
- Caipirices. Acanhado quando gargalhei ao ouvir a história em que você entrou no mar com roupa e tudo. Do presente dado a mim e ao Guto (a ele com recomendações expressas). E a Elis...
- Milágrimas, flores, o véu que recobre toda uma vida e ao pó reduz.
- A partir de agora vou ''rezar'' Elis Regina pensando em você, França!

mockup