Para matar a saudade de Monteiro Lobato
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
''Sítio do Picapau Amarelo'', de Monteiro Lobato, encantou e continua a alegrar gente de todas as idades. Mesmo sem exibições na televisão, as histórias de Emília, Pedrinho e Narizinho mantêm o fôlego, seja nas prateleiras de leitura, nas reprises, no YouTube, ou no teatro. Esse universo lúdico ganhou no ano passado um musical que chega neste final de semana a Curitiba.
''Como não está passando mais na tevê, o musical serve para apresentar o Sítio do Picapau Amarelo para muitas crianças não conhecem e para os adultos lembrarem também'', diz Flávio de Souza, que adaptou a obra de Lobato para os palcos. Apaixonado pelo ''Sítio'', Flávio - famoso pelos roteiros de ''Castelo Rá-Tim-Bum'' e ''Mundo da Lua'', ambos da TV Cultura -, também assina as letras de seis das 13 canções originalmente criadas para a montagem, com direção musical de André Abujamra e Ronnie Kneblewski.
Ao invés de uma versão atualizada do ''Sítio'', como a última adaptação televisiva de Roberto Talma, também diretor do musical, Flávio preferiu manter aquele tom simples original dos livros. ''Gostei do que o Talma fez, acho que o Monteiro Lobato faria a mesma coisa. Hoje com certeza o Pedrinho e a Narizinho, mesmo morando no sítio, teriam computador, falariam no MSN. Mas fiz a adaptação baseada no primeiro livro, que fala como a Emília e o Visconde de Sabugosa foram feitos'', explica o autor.
O que não mudou mesmo foram as características que fazem do ''sítio'' um sucesso desde 1920, quando Lobato escreveu o primeiro dos 23 volumes. ''É uma mistura de humor e fantasia. Ele (Lobato) tinha uma liberdade muito grande de escrever e as crianças no livro dele se comportavam de um jeito que estão se comportando hoje. Era uma coisa à frente de seu tempo'', opina Flávio.
''Os personagens são muito brasileiros e familiares. Tem a vovó querida, a Tia Anastácia que se parece com muitas ''tias''. São personagens muito comuns e simples'', elogia a atriz Mariana Elisabetsky, que ainda descreve sua personagem: ''A Emília fala tudo que não temos coragem de dizer''.
Serviço
Quando - Sábado e domingo, 15h
Onde - Teatro Positivo, em Curitiba
Quanto - R$ 84 (plateia inferior) e R$ 44 (meia); R$ 64 (plateia superior) e R$ 34 (meia). A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas maiores de 60 anos, professores e doadores de sangue. Mais informações - (41) 3315-0808 esite www.diskingressos.com.br


