A cantora Marisa Monte afirmou ontem, em entrevista coletiva de imprensa em SP, que o dispositivo utilizado nos CDs pela gravadora EMI, que dificulta a transferência das músicas para aparelhos como iPod, não começou com seu disco.
''É uma política internacional. O meu trabalho não é o primeiro nem o único, mas só perceberam a partir dele'', disse. ''Na época dos ''Tribalistas', o CD já saía com proteção. Acho discutível se funciona.''
Marisa acredita que a intenção da EMI era ''separar uma coisa da outra'': ''A compra do CD da compra da música on-line'', afirmou. ''Parece que eles encaram como consumidores diferentes. Não sei se tem lógica.'' Em sua opinião, o formato do disquinho prateado não ''dura dez anos''. ''É uma evolução da comunicação, que não se restringe só a música. O CD, como objeto, está perdendo para isso.''
Para ela, a proteção ''é uma ficção''. ''Uma tentativa da indústria de se adaptar, mas que fica muito atrás dos avanços tecnológicos'', aposta Marisa.
No evento, ela lançou a turnê ''Universo Particular'' - cujo primeiro show acontece no Teatro Guaíra, em Curitiba, no dia 28 de abril -, com patrocínio da empresa de cosméticos Natura. No encontro, que também reuniu a cantora Ná Ozzetti e o bandolinista Hamilton de Holanda, entre outros, foi lançado o programa de patrocínio Natura Musical, com inscrições abertas até 16/6 pelo site www.natura.net/patrocinio.

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