Londrina

Mário CésarA especialista Josi Barreiros Kowalski (no meio) dá orientação sobre a conservação do acervo do MALA museóloga Josi Barreiros Kowalski, do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, está em Londrina prestando assessoria aos funcionários do Museu de Arte de Londrina. Josi está orientando os londrinenses sobre normas básicas internacionais de museologia na área de conservação, registro e levantamento de obras, o chamado tombamento.
A iniciativa de buscar aconselhamento profissional foi da secretária municipal de Cultura, Angela Farah Marçal, e da diretora do Museu de Arte, Lourdes Pagani. Segundo Lourdes, o trabalho é fundamental para o museu como tal, tanto quanto a reestruturação que está sendo feita no prédio. ‘‘Este era um trabalho que precisava ser feito. As obras em nosso acervo nunca tinham passado por uma avaliação completa em termos de dimensões, estado, técnica e histórico’’ - afirma.
Segundo a diretora do museu, o trabalho é minucioso e precisava que uma pessoa especializada desse todas as orientações técnicas. ‘‘Londrina não oferece um profissional deste nível, por isto fomos ao Museu de Arte Contemporânea e convidamos a Josi que, por indisponibilidade de tempo, só pode vir agora’’ - explica.
InstruçõesJosi está na cidade desde segunda-feira e deve ficar até hoje. Os quatro funcionários e a diretora do museu receberam, neste período, todas as instruções de forma intensiva para que possam, a partir de agora, continuar o trabalho sozinhos. ‘‘Não importa o estado em que as obras estejam. O que importa agora é como vão ser conservadas daqui para diante’’ - afirma a museóloga.
Para Josi Kowalski, o conhecimento de como cuidar e conservar o acervo é importantíssimo. ‘‘Cada obra requer cuidados específicos. Telas e papel têm cuidados diferentes na limpeza. Não dá para passar apenas um pano molhado e pronto. As pessoas que não estão preparadas, na boa vontade de ajudar, podem acabar estragando a obra’’ - afirma.
Segundo Josi, que trabalha há 13 anos na área, existem uma série de cuidados que devem ser tomados para que as obras durem muitos anos. ‘‘Saber acondicionar, guardar, conservar, fazer o registro e o levantamento da obra faz com que ela, como um patrimônio público, possa ser desfrutada pela comunidade daqui a 50, 100 anos, sem o menor problema’’ - afirma.

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