Para ensinar a arte do picadeiro
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão - A Fundação Cultural de Campo Mourão (Fundacam) vai implantar no mês que vem a Escola Municipal de Circo. Para isso, só faltam as adequações necessárias no antigo prédio da Secretaria Municipal de Saúde, onde a nova escola irá funcionar. Trata-se de uma nova fase do Centro Cultural Itinerante, que ficou conhecido como ''Circo da Fundacam''.
Segundo a diretora da fundação, Edilaine Maria de Castro, o objetivo agora é revelar novos malabaristas, trapezistas, palhaços, mágicos e engolidores de fogo, entre outros artistas de circo. Tudo para preservar a arte circense e formar novos artistas para a trupe do Centro Cultural Itinerante, que percorre os bairros fazendo shows e realizando oficinas sob sua lona.
A Escola de Circo vai oferecer cursos anuais para crianças a partir de 7 anos e também para adultos. As aulas serão ministradas quatro vezes por semana e o currículo dos cursos de artes circenses incluem ainda módulos básicos de cultura geral, história do circo, anatomia, condicionamento físico, expressão corporal, teatro e até nutrição.
Os alunos terão aulas de malabarismo, pirofagia, trapézio, contorcionismo, balé aéreo, acrobacias e maquiagem, entre outras coisas. Serão ministrados pela técnica da trupe do Circo Cultural, Raquel Cruz. Os demais módulos serão ministrados por profissionais da comunidade. No ano passado, mais de 80 mil pessoas assistiram as apresentações do Circo da Fundacam.
A criação da Escola Municipal de Circo é apenas um dos novos espaços culturais que estão sendo criados em Campo Mourão. A Fecam também está implantado a Casa da Cultura Popular, que funcionará no mesmo prédio, para abrigar as manifestações culturais mais populares. A Usina do Conhecimento já está abrigando o Centro de Criatividade.
A prefeitura também aguarda a liberação de um financiamento de R$ 500 mil para transformar a rodoviária velha, na área central, em sede da Biblioteca Municipal. Com isso, sobrará mais espaço na Casa da Cultura, onde fica atualmente todo o acervo. Além da biblioteca, o antigo terminal deverá abrigar várias salas de exposições.


