Para encher os olhos e os sentidos
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de janeiro de 2009
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
O Museu de Arte de Londrina abre, mais uma vez, seu acervo para a comunidade. Uma exposição, aberta ontem, põe o visitante em contato com obras de artistas locais e nomes consagrados da pintura nacional como Siron Franco, Juarez Machado, Mário Grubber e Carlos Scliar.
A mostra traz 25 obras, reunindo 22 pinturas e três esculturas pinçadas de um acervo permanente que conta com 345 trabalhos de artistas modernos e contemporâneos. Além dos citados, a curadoria selecionou obras de Sonia Ayres, Kenji Fukuda, José Gonçalves, Fernando Bastos, Marinês Zanatta, Cecconi, Regina Menenez, Letícia Marquez, Ângela Diana, Romanelli, Maria Scherlowski, Udhi Jozzolino, Manoel da Costa, Yugo Mabe, Raquel Taraborelli e Virgilio Dias.
De acordo com a diretora da instituição, Sandra Jóia, as mostras ali realizadas têm o objetivo de aproximar o público das linguagens artísticas visando à informação, o conhecimento e a participação do visitante na construção da identidade artística da cidade. ''A cada edição, procuramos oferecer uma oportunidade para que as pessoas conheçam a produção local e as expressões nacionais reconhecidas internacionalmente'', diz.
Um dos destaques do elenco reunido é Siron Franco, o mais conhecido artista de Goiás e aquele com maior projeção no exterior em seu Estado. Ele ocupa uma posição singular no panorama artístico brasileiro, conquistada sem fazer parte de grupos ou de movimentos teóricos como os que se sucederam ao longo de algumas décadas a partir dos anos 50.
Original, tornou-se capaz de criar um rico imaginário como poucos artistas. Em alguns trabalhos, ele justapõe seres humanos e animais (macacos, antas, tamanduás, onças ou serpentes) chamando a atenção para a crueldade dos homens em suas relações de poder, com seus semelhantes e com a própria natureza.
Também explora símbolos, como os números, os grafismos, as peles ou a mão espalmada do homem. Segundo a crítica especializada, o artista passou de uma figuração mais evidente para os grandes planos cromáticos, para o informalismo quase abstrato, para as manchas de cor onde utiliza as mais variadas técnicas (colagens, relevos, terra, cores metalizadas, desenhos, grafismos, etc.) sem nunca se submeter aos cânones do ''bom gosto'' oficial.
O poeta, cronista e crítico de arte Ferreira Gullar assinalou certa vez que ''depois que se conhece a obra de Siron Franco, o nosso universo humano se amplia para incluir as imagens e cores peculiares a ela e que não encontraríamos em nenhum outro lugar, senão em suas telas''.
Didática, a exposição traz artistas figurativos no primeiro piso e artistas abstratos no segundo. O público poderá visitá-la até o dia 28 de fevereiro.
Serviço
- Exposição no Museu de Arte
Quando - De hoje ao dia 28 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18 horas, e aos sábados, das 8h às 13 horas
Mais informações - (43) 3337-6238


