‘‘Tente passar 24 horas nos Estados Unidos sem ouvir falar no nome de Elvis Presley ou sem ver sua imagem. É virtualmente impossível’’. O desafio é do crítico Stephen Wright, do ‘‘New York Times’’ e dá bem uma idéia da verdadeira idolatria que os fãs têm pelo ‘‘rei do rock’’. Há fãs que consideram o cantor apenas ‘‘ausente fisicamente’’, como a carioca Elenir de Salles, Seu fã-clube no Rio promove reuniões especiais todos os sábados, para reverenciar a memória do cantor, e todo o dinheiro arrecadado com os eventos é usado na renovação do acervo de mais de 200 discos, todos os filmes, partituras, fotografias e reportagens sobre o cantor.
Uma outra festa, anual, tem a renda revertida para uma instituição de caridade. O fã-clube liderado por Elenir também está sempre atento a qualquer informação sobre Elvis divulgada por emissoras de rádio e tevê ou jornais e revistas, pronto para combater a versão de que ele teria morrido de overdose .
Em São Paulo, Marcelo Costa transformou o fã-clube quase que numa empresa, tantas são as atividades programadas. Ele já esteve mais de 15 vezes em Memphis, para tratar de assuntos ligados ao cantor. Na excursão que está programando para agosto, Marcelo promete levar os fãs a todos os lugares por onde Elvis passou.
Hã fãs que até constroem altares em homenagem ao ídolo e fazem de tudo para conseguir algum objeto tido como raro. Em 1987, vários pedaços da cerca de madeira da mansão de Elvis em Graceland, Memphis, foram vendidos a 30 dólares cada. Em maio deste ano, a rede de restaurantes Hard Rock arrematou em leilão o macacão azul e branco usado por Elvis no filme ‘‘Speedway’’, de 68, por 16 mil dólares.
Em Curitiba, Renate Mendes guarda tudo sobre Elvis e tem algumas preciosidades cobiçadas por muitos colecionadores. Em Jundiaí, o jovem Rodolfo Gragnani, o Rudy, não só ostenta um visual parecido com o do cantor como também se orgulha de ter algumas preciosidades em casa, como um 78 rotações com a música ‘‘Jailhouse Rock’’, citado em revistas americanas e inglesas como uma raridade.
Também o humorista e apresentador da TV americana Frank Skinner é fanático pelo cantor, a ponto de ter comprado em leilão uma camisa de veludo azul que pertenceu a Elvis, por 17,6 mil dólares. Exagero? Nem tanto, garante Skinner: ‘‘Todo mundo deveria colocar um pouco de Elvis em sua vida’’.
(Colaborou Bebel Nepomuceno/AE)
q SP Elvis Society - Caixa Postal 22504, São Paulo, SP, a/c de Marcelo Eduardo Lemos da Costa.
q Rio Elvis Presley Society - Elenir de Salles, tel. 021-201-9529.
q Elvis Presley’s Kingdom - Caixa Postal 6844, Curitiba, Paraná.

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