Para decifrar e devorar
Lançamento em pleno sábado de aleluia. A data não é das mais propícias, mas é nesse dia que o escritor Valêncio Xavier estará autografando Meu 7º Dia, uma novela rebus, na Livraria Curitiba, na Boca Maldita, a partir das 10 horas. Xavier, fiel cultor de tudo que é antigo, resgatou para as páginas de sua novela a arte das cartas enigmáticas. O enredo é contado assim, em enigma figurado, explica. Custa R$ 15,00.
O livro é uma publicação da Edições Ciências do Acidente, de São Paulo. Em torno do acontecimento estarão presentes o editor e poeta Joca Reiners Terron (também autor da capa), os cineastas Bernardo Vorobow e Carlos Adriano, diretor de Remanescências e A Voz e o Vazio - A Vez de Vassourinha, filmes que Valêncio qualifica de geniais.
Décio Pignatari reforça o grupo, e mais Alberto Marsicano, poeta, ensaísta, tradutor e músico, responsável pela introdução da cítara clássica indiana (sitar) no Brasil. Marsicano, autor de vários CDs esgotados, fará nessa manhã a primeira audição de sua última composição, obra para cítara e vozes. Ode Escrita na Água traz letra de Valêncio Xavier. Carlos Adriano fará as primeiras tomadas de um filme a partir dessa música.
Meu 7º Dia começa com um aviso: A família do sempre lembrado Valêncio Xavier comunica aos parentes e amigos o seu doloroso... Pois é, nas 56 páginas o autor discorre sobre aquilo que entende ser a vida e a morte, mas a comunicação se dá de acordo com o seu estilo - aliás, muito próprioá - onde se mistura de tudo um pouco, num delírio de colagens.
O leitor terá charadas para resolver, senão a novela não seria rebus (pronuncia-se rebi). A primeira aparece já no início, escondendo o nome da destinatária, a quem envia uma espécie de carta amorosa. À medida que se decifram os signos, emerge a história de Valêncio. Mas não fica aí - o livro acrescenta uma entrevista realista do escritor, além de trabalhos publicados em revistas e jornais, inéditos em livro.Valêncio Xavier: fiel cultor do que é antigo, ele resgata nas páginas do novo livro as cartas enigmáticasZeca Corrêa Leite





