Um show mais dançante, vibrante, como os brasileiros. Essa foi a comparação feita pelo cantor inglês Seal, ao definir como será a apresentação de logo mais em Curitiba, na turnê que faz no País para divulgar seu mais novo disco, ''System''. A atração acontece às 21 horas, no novo espaço cultural da cidade, o Grande Auditório do Teatro Positivo, que recebeu na inauguração o tenor espanhol José Carreras.
Seal chamou atenção da mídia desde o início da carreira. O cantor passou por dramas pessoais - como um breve abandono dos pais durante o divórcio e o tratamento de uma doença de pele em sua face - e optou por um caminho diferente de sua graduação em arquitetura para se dedicar à música. E deu certo. Em 1990, emplacou o que seria o maior de seus hits, ''Crazy'', do primeiro álbum, que leva seu nome.
Com a projeção internacional, chegou a se apresentar em 1992 no Brasil, onde mantém laços familiares. Seu avô - e não sua mãe, como o próprio cantor faz questão de corrigir durante entrevistas nesta turnê - é brasileiro e hoje essa herança étnica se faz presente no mais recente trabalho e em suas apresentações. ''Tive uma experiência maravilhosa no Brasil. Foi no Hollywood Rock, com mais de 60 mil pessoas assistindo e cantando. Foi uma coisa maluca! O que mais gosto no Brasil são as pessoas porque elas têm música no sangue'', diz Seal. ''Gosto muito de Dorival Caymmi, ele tem uma sonoridade maravilhosa na voz'', acrescenta.
Com ''Crazy'', Seal ganhou status de promessa, concretizada em 1996, quando o cantor britânico abocanhou três prêmios Grammy com a canção ''Kiss From a Rose'', presente na trilha sonora do filme ''Batman Forever''. ''Na verdade, tinha vergonha dela (da canção). Eu a tinha escrito antes do meu primeiro álbum e não tinha mostrado para ninguém porque a achava ridícula. Depois, todas aquelas milhares de pessoas que foram assistir ao filme, no mundo todo, pediram às rádios. E aqueles mesmos DJs que não queriam tocar a música começaram a tocá-la'', lembra.
''System'', de acordo com o cantor - que antes batizava os discos com seu próprio nome - tem influência de sua família, os filhos e a mulher, a modelo Heidi Kum, e do filme ''V de Vingança'', entre outras coisas. ''O título do álbum, ''System'', é porque fiquei fascinado por sistemas e suas diversas formas. Coisas como sistemas em uma família, sistemas sócio-econômicos, sistemas políticos, sistemas emocionais...'', define. ''Uma das inspirações foi o filme que vi, ''V de Vingança'', é fantástico, adorei. Basicamente, a mensagem que me passou foi a de devolver o poder para as pessoas e que você tem mais controle do que imagina e isso é celebrar a vida'', completa.
Apesar de parecer engajado, o show de logo mais deve ser bastante descontraído, como foi suas apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro, na semana passada. ''Muita gente considera que o começo da minha carreira foi mais dançante e era tempo de voltar a fazer isso porque esse estilo sempre esteve no meu coração. Gosto de dançar'', destaca o cantor. A nostalgia também se faz presente no repertório, com a versão repaginada de ''Crazy'' e outros hits, a exemplo de ''Killer'' e ''Kiss From a Rose''. ''O show será mais focado no último álbum, mas certamente não faltarão as canções mais antigas'', promete.
Depois de hoje à noite em Curitiba, Seal segue para Porto Alegre, onde faz show na quinta-feira, e encerra a turnê brasileira em São Paulo, em apresentações extra na semana que vem, nos dias 7 e 8.

SERVIÇO
- Show de Seal
Quando - Hoje, às 21h
Onde - Teatro Positivo, R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300, em Curitiba
Quanto - R$ 300 (Setor 2), R$ 350 (Setor 1), R$ 400 (VIP) e R$ 400 (Camarotes)
Mais informações - Disk Ingressos tel. (41) 3315-0808 ou pelo site www.diskingressos.com.br

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