O grupo Trup lança a partir de agosto um curso especial de dança para crianças com deficiência leve, em Londrina. A idéia surgiu a partir do projeto ‘‘Dança nas Escolas’’, que o grupo desenvolve há dois anos. Durante este tempo os bailarinos do Trup levaram a dança para as escolas de Londrina, foram no total 50 apresentações.
A diretora do grupo, a bailarina Nádia Essada conta que quando o grupo apresentou-se na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) a surpresa foi grande. Os alunos gostaram tanto que participavam da apresentação, dançavam, cantavam. Houve grande euforia entre eles diante da dança.
Nádia Essada lembra que a diretora da instituição ficou tão entusiasmada que pediu para o grupo fazer um trabalho junto com as crianças na Apae. ‘‘Nós não tínhamos preparo para isto, por isso nos comprometemos em desenvolver um projeto específico e preparar profissionais para estas aulas’’, conta Nádia Essada.
Durante um ano e meio este trabalho foi desenvolvido e a partir de agosto as aulas serão ministradas na Trup Estúdio de Dança. ‘‘Não temos nenhuma grande pretensão com estas aulas’’, explica Nádia Essada. ‘‘Queremos aplicar nosso conhecimento de dança em um trabalho para estas crianças com deficiência leve’’, complementa. Outro objetivo, de acordo com a diretora do Trup é mostrar para as crianças deficientes que a dança é acessível para todos. ‘‘Inclusive para elas’’, diz.
Apesar de o projeto não ser ambicioso, Nádia Essada explica que a dança será um meio muito importante para integrar as crianças deficientes à vida social e ajudá-las a estabelecer contato com crianças que não são portadoras de deficiência. As aulas serão voltadas para alunos da Apae e do Ilesse.
O grupo Trup não quer levar a dança apenas para crianças destas instituições. Em uma segunda etapa do projeto, o grupo quer fazer as crianças de escolas municipais e particulares movimentarem o corpo através da dança.
A idéia, de acordo com a diretora do Trup, é ir às escolas na hora do recreio, por exemplo, e colocar os alunos em contato com o movimento. ‘‘Queremos que as crianças despertem para a dança que é uma atividade saudável’’, explica. ‘‘Elas estão muito sedentárias, muito ligadas ao computador, por exemplo, e estão se esquecendo do lado saudável da vida. Queremos acordá-las para a importância da atividade física no dia-a-dia’’, diz.

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