Para combater a crise
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
Carlos Messias<br>Folhapress 
As seções de CDs das megastores remetem à época de prosperidade da indústria fonográfica. Estão lá toda a obra de Jimi Hendrix, álbuns dos Rolling Stones, de Iggy & The Stooges e do The Clash, além de caixas de Dolores Duran, Wilson Simonal, Jorge Ben Jor e Raul Seixas.
Devolvidos ao mercado, esses trabalhos têm como atrativos o áudio remasterizado, encartes caprichados, DVDs com versões alternativas e composições inéditas. ''Esse tipo de produto ganhou muita força'', afirma Marcus Fabrício, diretor de marketing da Sony.
E mais está por vir. Até o fim do ano, estão previstos relançamentos de Legião Urbana, John Lennon, Pink Floyd, Baden Powell e Miles Davis, além de boxes de Gal Costa, Nana Caymmi, Milton Nascimento e Tim Maia. ''Essa é uma tendência que aumentou muito de cinco anos para cá'', afirma Fernanda Brandt, coordenadora de marketing estratégico da Warner.
Entre as vantagens está o baixo custo em comparação ao investimento necessário para lançar um título do zero. ''É muito mais vantajoso colocar no mercado um artista para o qual você já tenha um comprador pronto'', diz Jorge Lopes, diretor de vendas da EMI. Outra vantagem do filão seria o público-alvo, pertencente às classes A e B e com idade superior a 35 anos. ''Não chega a ser a solução para a crise, mas ajuda a fechar a conta'', afirma Alice Soares, gerente de marketing estratégico da Universal.


