Para aprender a discotecar
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2003
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Vida de DJ não é só o glamour de estar nas baladas mais animadas e comandar as pistas mais fervidas. Antes de brilhar nas boates internacionais como o brasileiro Marky ou o inglês Carl Cox é preciso aprender os truques mais básicos para entender os segredos da mixagem.
Não por acaso, o DJ Pablo Palumbo lançou um curso para aspirantes a disc-jóqueis. As aulas começaram na semana passada e devem se estender até o início de março. Acostumado a dar cursos em São Paulo, Palumbo nunca tinha passado pela experiência em Londrina. Por conta do programa de música eletrônica que apresenta na Folha FM, começou a receber pedidos para o curso. ''Também recebia muitos e-mails'', lembra.
Na primeira aula, 13 alunos compareceram à sala improvisada na pista de dança do Empório Guimarães. ''Faltaram duas pessoas, inclusive uma menina'', explica Palumbo quando questionado sobre o ''clube do bolinha'' que se forma com os DJs. ''Mas é mesmo muito difícil ter mulher DJ (ele brinca e chama as colegas de DJéias). É uma profissão que não atrai muito as mulheres'', conta. De acordo com Palumbo, entre as raras colegas ele diz que ''não tem DJ feia''. Ou seja, a imagem no caso conta muito.
Para o restante dos alunos que não vai ter que se preocupar com o espelho, dá-lhe aulas e mais aulas (não que as belas mulheres não tenham que ter técnica apuradíssima).
Aos 15 anos, Heitor Gabriel Massa já tem um ano de experiência como DJ tocando em festas. Com o apoio financeiro inicial da família, começou com um equipamento modesto. Hoje, com o que ganha nas festas, tem iluminação profissional e já pensa em comprar aquilo que o professor indicar. ''Estou juntando dinheiro para comprar equipamento para mixagens ao invés de fazer isso no computador'', conta.
Caçula da turma, Lucas Muraguchi tem 13 anos e ficou sabendo pelo rádio sua principal fonte de informação musical sobre o curso de DJ. Como gosta muito de música resolveu participar. Como por enquanto as baladas se restringem apenas às festinhas de aniversário, Lucas ainda vai demorar um tempo para ver um colega DJ animando a pista de dança.
Segundo o DJ-professor, depois das 12 horas do curso (partes teórica e prática) os alunos ainda têm muito estudo e prática pela frente.
''O primeiro passo é fazer o curso, mas em segundo lugar e mais díficil é o DJ escolher um estilo de música que vai tocar'', ensina Palumbo. As opções vão do drum'n'bass, house music, disco, techno, trance só para citar as principais.
''É preciso se dedicar, tem que ter cultura musical'', completa o DJ, que procura viajar para o exterior pelo menos uma vez por ano para ver o que está tocando lá fora. Em Miami, já participou da megaconferência de DJs, a Winter Music, que acontece todos os anos em março e reúne profissionais do mundo inteiro. Olha lá o glamour outra vez...


