Paquito lança CD com canções 'nuas'
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de março de 2009
Luiz Fernando Vianna<br> Folhapress 
O novo CD do baiano Paquito, ''Bossa Trash'', traz canções permeadas de saudade e solidão. ''Canção nasce de conflito. Não que não se possa fazer canções enaltecendo algo, mas calhou de ser assim. O Baião (de Ana) é a última do disco por isso, porque é a que se livra (dos tons tristes)'', diz, referindo-se à música feita para sua mulher.
Apesar dos 45 anos de vida e 26 de carreira -já foi cantor da banda de rock Flores do Mal, produtor de discos de Batatinha e Riachão, além de ter uma canção gravada por Maria Bethânia-, Paquito ainda é pouco conhecido fora da Bahia. Quer alterar a situação lançando ''Bossa Trash'' em shows pelo País, o que deverá ser possível graças ao formato enxutíssimo do CD, quase todo voz e violão.
''São as canções bem nuas. Eu apostei na qualidade delas'', diz ele, nascido Antônio José Moura Ferreira em Jequié e que adotou o apelido dado por um amigo em 1979 - logo, nada a ver com Xuxa.
Os versos têm palavras simples, mas engenhosamente coladas: ''Apesar do que passei/ E do tempo que passou/ Me falta a medida exata/ Do tamanho do amor'' (''A Medida Exata''); ''Eu amo as mulheres e como/ E amo como uma mulher/ O meu desejo não domo/ Ou domo se você quiser'' (''Segredos''). ''Isso é a lição de (Dorival) Caymmi. Sem querer me comparar, é claro. A simplicidade é uma lição dos caras de que eu gosto'', diz, citando João Gilberto e gravações de Johnny Cash e John Lennon. Apenas na faixa-título Paquito tem um parceiro: Arto Lindsay.
Serviço
- Bossa Trash
Artista - Paquito
Gravadora - Independente
Quanto - R$ 15 em [email protected] e www.myspace.com/ anjopaquito; ainda não está em lojas


