Papirus cativa turistas que vão ao Largo da Ordem
A Papirus está completando dez anos, na Travessa Nestor de Castro, e é a única loja que se mantém naquele trecho durante todo esse tempo. Diz Adair Francisco Bogo que o movimento caiu nos últimos tempos, especialmente em relação ao vinil. Certos estilos nem se procura mais. Eruditos e músicas orquestradas só vendem em CD.
Os amantes de rock são fiéis compradores, especialmente daqueles discos que não foram digitalizados. Esta música agrega várias faixas de idade, dos adolescentes aos veteranos. AC/DC, Led Zeppelin, Rolling Stones, Iron Maiden são alguns dos grupos que estão no topo.
O que leva um jovem nascido na era digital procurar pelo LP? Um adolescente respondeu a essa pergunta, recentemente, numa conversa com Bogo: O LP é mais humano. A gente escolhe o que quer ouvir.
A música sertaneja mantém uma particularidade - quem possui seus discos não abre mão deles, e está sempre à procura de raridades. Temos clientes que passam três vezes por semana em busca do sertanejo antigo, de raízes, conta o dono da Papyrus.
Com o advento da pirataria do CD, as vendas diminuiram nessa loja, muito embora a retração não se justifique apenas por isso. A crise financeira faz parte deste quadro. Música é lazer para a maioria da clientela, e lazer está sempre em segundo plano, observa Adair Bogo. A queda no comércio começou há dois anos, mas ainda não compromete. Dá para sobreviver.
A Papirus está localizada a uma quadra do Largo da Ordem, um dos pontos turísticos da cidade. Muitos turistas passam por ali, e alguns tornam-se clientes fixos, mesmo aparecendo uma vez ao ano. A loja pretende vencer pela Internet até o fim do ano.





