Papa assiste a 'Quo Vadis?' em estréia mundial
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de setembro de 2001
France Presse 
O Papa João Paulo II assistiu na última quinta-feira a uma exibição do filme ''Quo Vadis?'' do cineasta polonês Jerzy Kawalerowicz, em estréia mundial no Vaticano, junto com muitos cardeais, prelados e milhares de convidados, sobretudo poloneses.
No final da projeção, que durou cerca de três horas, uma das mais longas que assistiu, o Papa agradeceu pessoalmente ao realizador, presente, afirmando que o filme era ''uma obra de grande serenidade''.
A exibição ocorreu no mesmo local onde se produziram os acontecimentos evocados no filme e inspiradores do romance histórico do mesmo nome, escrito pelo polonês Henryk Sienkiewicz e que lhe valeu o prêmio Nobel em 1905.
A grande sala de audiências, na qual o filme foi apresentado, foi construída com efeito nos anos 60 no coração da desaparecida arena do circo de Nero, onde muitos cristãos, entre eles São Pedro, sofreram o martírio.
O título do romance vem de uma lenda vinculada a uma pequena capela romana. A lenda diz que São Pedro, fugindo das perseguições que o ameaçavam em Roma, viu aparecer Cristo. ''Domine, quo vadis?'' (Senhor, onde vais?), perguntou-lhe São Pedro. Jesus, segundo a lenda, lhe respondeu que regressava a Roma para se fazer crucificar novamente, e São Pedro o seguiu para morrer lá como um mártir em nome da fé.
O romance é um dos mais adaptados para o cinema desde a época dos Irmãos Lumière, que fizeram em 1899 um filme de alguns segundos de duração chamado ''Nero provando o veneno sobre os escravos''.
João Paulo II, que foi ator de teatro quando era jovem estudante na Cracóvia, assiste de vez em quando a filmes. No ano passado, chorou durante a projeção de ''Pan Tadeusz'' de Andrzej Wajda, realizado a partir de um poema épico do mais famoso poeta polonês, Adam Mickiewicz (1798-1855).
Viu recentemente ''La porta del cielo'' (''A porta do céu''), um velho filme de 1946 de Vittorio de Sica consagrado a Fátima, ''A vida é bela'' de Roberto Benigni e ''O irmão de nosso Deus'' do polonês Krzystof Zanussi.


