Palmyra: um oásis no deserto
Palmyra - Palmyra, situada no centro da Síria, cativa imediatamente o viajante que, após horas de travessia de um inóspito deserto, chega a um luxuriante oásis, dominado por centenas de tamareiras e cercado por ruínas de uma cidade romana. Lá está também o famoso Templo de Bel, um dos mais grandiosos exemplos de arquitetura religiosa pagã do Oriente Médio.
Palmyra (ou Cidade das Palmeiras) é o oásis perfeito. Transmite uma incrível sensação de tranquilidade e conforto por causa da temperatura amena sob as tamareiras e a luminosidade toda especial da região, realçada pelos tons de amarelo, rosa e vermelho do deserto ao redor.
Além da beleza natural de Palmyra, a cidade tem ruínas de grande importância, equiparáveis às encontradas no Egito, na Grécia e Itália.
O Templo de Bel foi construído nas primeiras décadas de era cristã pela população local que, na época, mantinha sua independência e vivia de impostos cobrados das caravanas que viajavam entre o Golfo Pérsico e o Mar Mediterrâneo. É, portanto, uma construção religiosa pré-romana, dedicada ao culto pagão do deus Bel, por vezes associado a Zeus, máxima divindade grega. No local, eram realizadas cerimônias para incrementar as safras agrícolas.
As ruínas romanas de Palmyra nos remetem para cenários mais conhecidos. Entra-se pelo Arco Monumental, que dá acesso à avenida principal da cidade romana, ladeada por fileiras sem fim de altas e bem conservadas colunas.
No alto da montanha que domina a cidade, avista-se o Castelo Árabe, erguido nos séculos 12 e 13 para proteger a cidade dos cruzados.
Tudo isso faz de Palmyra a segunda maior atração da Síria, depois de Damasco, e uma etapa imprescindível numa visita ao País. De preferência, reserve dois dias inteiros para conhecê-la como merece. (O.D./AE)





