O 17º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos começa amanhã em Curitiba com um desfile dos Bonecos Gigantes de São José dos Pinhais, da Cia. dos Ventos. A marcha sairá da Praça Santos Andrade, às 10 horas, em direção à Boca Maldita, onde o grupo Oigalê, da Cooperativa de Artistas Teatrais de Porto Alegre (RS), apresenta ''O Negrinho do Pastoreio'', às 12 horas. A programação segue até o próximo dia 20.
Esta é a primeira vez o que festival, promovido pelo Centro Cultural Teatro Guaíra em parceria com a Associação Paranaense de Teatro de Bonecos, terá a abertura realizada num sábado. Antes a programação iniciava aos domingos. Também a partir desta edição, a programação da Lona de Circo, armada para o festival na Praça Santos Andrade, contará com espetáculos de segunda a sábado. Nas edições anteriores, esta programação era de segunda a sexta-feira.
Outra mudança que deve resultar no aumento do número de espectadores é a do período de realização. ''Trocamos a data para não bater com o Festival de Antonina (Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná, realizado em Antonina, de 5 a 12 de julho)'', justifica a coordenadora do Festival de Bonecos, Bia Reiner. Com isso, a expectativa de público para este ano subiu para 8 mil pessoas. No ano passado, o público foi de 6 mil espectadores.
Participam artistas de Curitiba e Maringá, e grupos dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará, num total de 28 companhias. Segundo Bia Reiner, a seleção buscou a variedade de linguagens e técnicas de manipulação, bem como atender aos públicos adulto e infantil. ''Queremos mostrar ao público curitibano um panorama do teatro de bonecos no Brasil, do que está acontecendo'', explica a coordenadora do festival.
Entre as atrações estão a companhia paulista Tramédia, que vem ao Paraná pela primeira vez mostrar o trabalho iniciado há apenas cinco anos, o que faz do grupo um dos mais jovens entre os participantes. Outra novidade é a presença do grupo cearense Epidemia. Já o mestre mamulengueiro Zé Divina, de Pernambuco, vem com seus 150 personagens para dar continuidade ao projeto do festival de promover o contato direto com a arte do mamulengo. ''É uma forma de apresentar ao público sulista o teatro de raiz, autenticamente brasileiro. E a empatia do público é sempre muito grande porque a maneira como eles brincam o mamulengo é sempre envolvente'', avalia Bia Reiner.

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