Tanto nos jogos esportivos quanto no jogo da vida determinação, perseverança e paciência são fundamentais para uma trajetória saudável e de sucesso. Numa sociedade cada vez mais competitiva, desde cedo somos levados a desejar sempre o ‘‘primeiro lugar’’, sem perceber que o processo, o esforço dedicado a determinado objetivo tem a sua importância por si só, incluindo uma série de aprendizados.
  Nem sempre ganhamos e saber lidar com a perda, a frustração, faz parte de um importante aprendizado emocional para a convivência em grupo. Numa simples brincadeira de criança é possível perceber aqueles que sabem lidar com mais tranquilidade quando o resultado obtido é diferente do idealizado. Se tem os que dizem ‘‘tudo bem, na próxima vez vou melhorar’’, outros ‘‘chutam a mesa’’, esbravejam e se revoltam, gerando um desgate desnecessário.
  Os educadores afirmam que normalmente a dificuldade das crianças em lidar com a perda está diretamente relacionada com a falta de limites na educação. E isso inclui os pais que não sabem dizer não e procuram compensar a falta de presença com bens materiais e a realização de todos os desejos dos filhos, tirando deles a oportunidade de aprender uma lição essencial.
  Sobre esse assunto conversamos com alguns alunos da Escola Cemepe, de Londrina.



Você sabe perder no jogo?

‘‘Eu aceito a perda, mas também acho importante ganhar. Eu gosto muito de participar de jogos, principalmente vôlei, e fico chateada quando perco. Mas nunca aconteceu de eu chorar em uma derrota.’’
Carolina Taborda Rocha de Moraes,
9 anos


  ‘‘Acho melhor quando eu ganho, mas quando perco, fico tranquilo. Jogo futebol, basquete, vôlei, handebol e faço judô, além de natação. Gosto muito de esportes e já perdi uma etapa do campeonato paranaense de natação.’’
Vitor Trigueiros,
9 anos


‘‘Acredito que o mais importante é competir e não ganhar. Cada um tem que fazer o seu melhor e, quando não der para vencer, aceitar com tranquilidade. Mas tenho amigos que ficam muito revoltados quando perdem. Gosto de futebol, vôlei e judô.’’
Pedro Moreira Neto, 10 anos

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