PALAVRA DE ESTUDANTE
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de março de 2010
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Um pai de 50 anos aceita que o filho adolescente deixe a escola (onde não tinha um bom desempenho) desde que assuma o compromisso de assistir a pelo menos três filmes por semana. Esta proposta pouco ortodoxa deu origem ao livro O Clube do Filme, do crítico de cinema e escritor canadense David Gilmour, lançado no ano passado pela Editora Intrínsica.
A lista apresentada pelo pai incluía de Sindicato de Ladrões (1954) a O Sopro no Coração (1971), passando por Interlúdio (1946) e Caminhos Perigosos (1973).
Na contracorrente do pensamento pedagógico convencional, a ideia não deixa de ser original e lembra o quanto se pode aprender sobre o mundo através dos filmes. O hábito de pai e filho sentarem lado a lado, por três anos, sugere também proximidade e cumplicidade raras nas atuais famílias urbanas.
Seu relato afetuoso dessas tardes registra dúvidas quanto ao sentido do que faziam (estaria ele contribuindo para que o filho fosse obrigado a ter empregos precários no futuro?), flagra o processo de amadurecimento do filho e recupera um pouco do que conversavam.
Qual a vantagem de ter filmes na escola?
Acho bem legal e consigo entender mais. Normalmente depois da primeira exibição em sala, já loco o filme para assisti-lo em casa, e muitas vezes chego a pedir para os meus pais comprá-lo para eu possa ver várias vezes.
Laís Picolo, 12 anos
É bem legal assistir aos filmes com as explicações da professora. Fica mais fácil e interessante. Além disso, ajuda muito na hora de lembrar os fatos históricos que caem na prova.
Diana Peruci Vitor, 11 anos
A gente se concentra mais nas aulas com filmes. Tudo vai se encaixando com aquilo que lemos antes e isso facilita a compreensão dos assuntos apresentados. É bem interessante e recomendo.
Rafaela de Oliveira Massi, 12 anos


