Todos nós pertencemos impreterivelmente à raça humana e é estranho que tantos conflitos aconteçam por questões de origens étnicas. O traço do olho, o formato do nariz e a pigmentação da pele podem se diferenciar, mas mesmo assim continuaremos humanos e iguais em nossas diferenças.
  Acredito que o ideal seria que leis e ações afirmativas para a inclusão de minorias não fossem necessárias para se tentar promover o respeito e igualdade que são fundamentais para uma boa convivência em sociedade. Os direitos e oportunidades deveriam ser igualitários mas, se fossem, as leis não seriam necessárias.
  Há um processo longo pela frente e devemos estar atentos com as nossas posturas pois, para quem nunca sofreu as consequências do racismo, a questão pode parecer irrelevante.


O que achou do desfile de roupas afro?

‘‘Achei muito bacana o desfile e tenho muitos amigos e parentes que são negros. Acho uma bobeira ser preconceituoso e infelizmente na minha sala de aula tem gente que tem atitudes racistas com uma menina negra da turma. Acho que esse tipo de evento ajuda a diminuir esse tipo de situação.’’
Isabelle Caroline Vítor da Silva, 13 anos



‘‘Foi muito legal participar do desfile, mas tive um pouco de receio, com medo do pessoal zoar comigo. Já sofri preconceito e é comum as pessoas me chamarem de ‘neguinho’. Acho que esse tipo de evento deveria acontecer mais vezes e gostaria que a minha mãe tivesse me visto desfilando.’’
Jefferson Ferreira,
15 anos


‘‘Estou feliz por ter participado do desfile, apesar do frio na barriga que senti. Já sofri preconceito, mas nada muito grave. São mais apelidos, mas procuro não levar para o lado pessoal. Já cheguei a desejar ter nascido branco, mas hoje estou feliz com a cor que Deus me deu.’’
Luan Belmiro,
13 anos

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