PALAVRA DE ESTUDANTE
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de outubro de 2009
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
No mundo da poesia, a inspiração pode vir de qualquer lugar e do mais simples sentimento. Um passeio com a família, a chegada de um cachorrinho de estimação, a morte de uma pessoa querida e até mesmo as datas comemorativas podem ser um motivo para a elaboração de uma escrita mais solta e intimista.
O poeta tem os olhos do coração sempre abertos e observar a vida e o cotidiano faz parte do seu dia a dia. Como o gaúcho Mário Quintana (1906-1994), ser um apreciador das coisas aparentemente irrelevantes e conseguir sintetizar em poucas palavras sentimentos que encontram eco universal, como quando diz que a amizade é um amor que nunca morre.
Ou como um dos grandes poetas da atualidade, Manoel de Barros, de Cuiabá, que de tanto se dedicar às pequenas coisas escreveu o belo e poético Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo.
Você gosta de escrever e da sua letra?
Não gosto muito de escrever, prefiro ler. Vou participar da semana poética, mas minha poesia sobre o Dia das Mães não foi classificada para o concurso deste ano. Já participei antes e não acho difícil falar em público.
Isabela Queiroz, 8 anos
Eu gosto mais de escrever e vou participar do concurso de poesia. Eu tenho um pouco de dificuldade para ler em voz alta, pois às vezes troco as letras. Gostaria que eu conseguisse decorar a minha poesia para a apresentação.
Roberta de Abreu Tomiatti, 10 anos
Ler é gostoso e divertido e acho que recitar poesia é uma forma de extravasar o que tem dentro de você. A minha poesia é sobre a família e está entre as finalistas. Já participei três vezes do concurso, mas nunca ganhei.
Danilo Canhim Ambrósio, 10 anos


