No mun­do da poe­sia, a ins­pi­ra­ção po­de vir de qual­quer lu­gar e do ­mais sim­ples sen­ti­men­to. Um pas­seio com a fa­mí­lia, a che­ga­da de um ca­chor­ri­nho de es­ti­ma­ção, a mor­te de uma pes­soa que­ri­da e até mes­mo as da­tas co­me­mo­ra­ti­vas po­dem ser um mo­ti­vo pa­ra a ela­bo­ra­ção de uma es­cri­ta ­mais sol­ta e in­ti­mis­ta.
  O poe­ta tem os ­olhos do co­ra­ção sem­pre aber­tos e ob­ser­var a vi­da e o co­ti­dia­no faz par­te do seu dia a dia. Co­mo o gaú­cho Má­rio Quin­ta­na (1906-1994), ser um apre­cia­dor das coi­sas apa­ren­te­men­te ir­re­le­van­tes e con­se­guir sin­te­ti­zar em pou­cas pa­la­vras sen­ti­men­tos que en­con­tram eco uni­ver­sal, co­mo quan­do diz que ‘‘a ami­za­de é um ­amor que nun­ca ­morre’’.
  Ou co­mo um dos gran­des poe­tas da atua­li­da­de, Ma­noel de Bar­ros, de Cuia­bá, que de tan­to se de­di­car às ‘‘pe­que­nas ­coisas’’ es­cre­veu o be­lo e poé­ti­co ‘‘Tra­ta­do Ge­ral das Gran­de­zas do ­Ínfimo’’.



Você gosta de escrever e da sua letra?

‘‘Não gosto muito de escrever, prefiro ler. Vou participar da semana poética, mas minha poesia sobre o Dia das Mães não foi classificada para o concurso deste ano. Já participei antes e não acho difícil falar em público.’’
Isabela Queiroz, 8 anos

  ‘‘Eu gosto mais de escrever e vou participar do concurso de poesia. Eu tenho um pouco de dificuldade para ler em voz alta, pois às vezes troco as letras. Gostaria que eu conseguisse decorar a minha poesia para a apresentação.’’
Roberta de Abreu Tomiatti, 10 anos



‘‘Ler é gostoso e divertido e acho que recitar poesia é uma forma de extravasar o que tem dentro de você. A minha poesia é sobre a família e está entre as finalistas. Já participei três vezes do concurso, mas nunca ganhei.’’
Danilo Canhim Ambrósio, 10 anos

mockup