Quan­do en­tra­mos na es­co­la, gos­ta­mos do uni­for­me, do ma­te­rial, da mo­chi­la, dos ami­gos, da pro­fes­so­ra...Apren­der a ler e a es­cre­ver é uma aven­tu­ra à par­te e to­do mun­do que já pas­sou por is­so sa­be do en­can­ta­men­to quan­do não se pá­ra de so­le­trar as mar­cas dos pro­du­tos nos su­per­mer­ca­dos, as pla­cas de trân­si­to, os no­mes das ­ruas, os out­doors pe­lo ca­mi­nho.
  Do­mi­nar o uso do lá­pis era o má­xi­mo. Por cau­sa do gra­fi­te ma­cio, per­mi­tia mui­tas ten­ta­ti­vas de acer­to e não era di­fí­cil apa­gar o er­ro. O uso ­mais fre­quen­te da ca­ne­ta, lá por vol­ta da ter­cei­ra e quar­ta sé­ries, era si­nal de ma­tu­ri­da­de. ‘‘Já es­tou fi­can­do gran­de...’’.
  Ho­je em dia pa­re­ce que o lá­pis e a ca­ne­ta es­tão pas­san­do por uma cri­se exis­ten­cial. As te­clas do com­pu­ta­dor an­dam rou­ban­do seu es­pa­ço e ca­da vez ­mais os co­man­dos de ­Ctrl C e ­Ctrl V são uti­li­za­dos. Tem gen­te que diz que nem lem­bra ­mais co­mo era a sua le­tra de mão e até mes­mo a as­si­na­tu­ra po­de ser ele­trô­ni­ca.



Você gosta de escrever e da sua letra?

  ‘‘Gosto muito da minha letra e de escrever. Quando tinha cinco anos, a minha irmã mais velha já fazia uns caderninhos de sulfite para eu desenhar e brincar com as letras. Quando aprendi a escrever, chegava a furar o caderno de tanta força que fazia. A letra da minha mãe e da professora são lindas.’’
Emanuele Andrelo Rao, 7 anos


‘‘Não gosto muito de escrever, porque a minha mão dói de vez em quando, mas acho bonita a minha letra. No começo escrevia com letra caixa alta, mas agora acho muito mais fácil a cursiva ou letra de mão. Gosto da letra do meu pai e da minha mãe.’’
João Vítor Tenório Almeida, 8 anos

‘‘Eu gosto muito de escrever e nunca tive dificuldade para fazer isso. Acho que o caderno de caligrafia me ajuda a escrever direito e tento fazer a letra igual à da professora. A letra da minha mãe é a mais bonita que eu conheço.’’
Carlos Eduardo Rodrigues Ambrósio,
8 anos

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