Bullying é coisa séria e pode deixar marcas dolorosas por uma vida inteira. Ouvir que você é ''burro'', ''lerdo'', ''gordo'', ''incapaz'', ''quatro olhos'' pode virar uma tragédia quando é uma rotina que começa na escola, e, infelizmente, também pode continuar dentro de casa.
Um exemplo devastador de bullying ocorreu com a gaúcha Daniele Vuoto, que dos 9 aos 16 anos foi vítima de bullying sobre sua aparência física. Aos 16 anos, abandonou a escola para se submeter a um tratamento psicológico e psiquiátrico para superar o problema. Hoje, aos 22 anos, tem um blog onde tenta ajudar outras vítimas do mesmo problema. Para ela, não há uma receita única para solucionar o problema, mas defende que o silêncio é uma tática que deve ser abandonada. É preciso falar do assunto e buscar ajuda.
No trabalho de pesquisa sobre bullying, a professora Maria de Fátima Moreira chegou a descobrir que muitos dos seus alunos deixavam de usar óculos com medo das piadas sobre isso. Felizmente, ela não apenas ficou chocada com o que ouviu. Arregaçou as mangas e está conseguindo fazer diferença na vida dos estudantes.


O que o pro­je­to so­bre bull­ying ensinou pa­ra vo­cê?

‘‘O projeto mudou muito a minha posição em relação às outras pessoas, principalmente na hora de fazer alguma crítica. A pessoa vítima de bullying sofre calada e está sendo legal ver a minha escola se empenhar em barrar, diminuir esse tipo de coisa.’’
Lucas Pizzaia Falda, 15 anos


‘‘Eu sabia que isso acontecia na minha escola, mas nunca tinha parado para pensar sobre o assunto. Agora sei que a prática do bullying pode estragar a vida de um colega. Repensei minhas atitudes e parei de fazer certas brincadeiras.’’
Guilherme Agostini Ferreira, 15 anos


‘‘O projeto está sendo muito bom para todo mundo.
E depois que organizamos o Recreio Solidário, diminuíram as brigas entre as crianças. A gente sempre deve refletir antes de agir ou falar para não ofender.’’
Luciana Pereira Cassiano, 14 anos

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