PALAVRA DE ESTUDANTE
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de novembro de 2006
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Falar dos outros é fácil, ainda mais quando eles fazem coisas consideradas erradas e injustas, mas expressar os próprios sentimentos e fragilidades é algo que muitas vezes exige um aprendizado para a vida toda. Reconhecer quando se está triste, feliz, muito triste, ou muito feliz, entre uma infinidade de nuances de sentimentos, requer uma certa habilidade emocional que nem sempre somos educados a desenvolver na infância, na chamada - e ainda tão na moda - inteligência emocional. Saber dos próprios sentimentos pode ser muito útil e evitar dores de cabeça desnecessárias, pois deixamos de nos justificar nos outros e aprendemos a ser mais honestos com os nossos sentimentos, e com os dos outros também.
Você sabe expressar suas emoções?
Acho que sei um pouco. Quando eu estou feliz, por exemplo, eu saio conversando com todo mundo, dou muita risada. Não guardo mágoa das pessoas, pois não gosto de mexer no passado. Na época em que eu perdi minha mãe, fiquei um bom tempo sem conversar com ninguém, mas depois passou. Dizem que eu sou muito amorosa, simpática. Mas quando estou brava, as pessoas sabem; fico irritada e brigo bastante.
Ana Carolina Rodrigues Silva, 11 anos
Sim. Gosto de compartilhar as coisas com minha mãe e minhas amigas. Quando estou triste, eu choro muito. Se estou brava, engulo o que aconteceu e deixo só para mim. Todo mundo sabe quando estou feliz. E se estou gostando de algum menino, fico pensando nele o dia inteiro. Muito mais, ainda, se eu estiver sendo correspondida. Os sentimentos ruins eu procuro esconder.
Leiliane Izabele Cationi, 11 anos
Eu sou muito quietinho, sempre fui assim. Sinto tudo sozinho: quando estou triste, bravo ou feliz, pois tenho a impressão de que as pessoas vão sair espalhando minhas coisas por aí, como a minha irmã. Quando fico bravo, eu desconto batendo na parede ou no travesseiro. Mas acho que a maior parte do tempo sou feliz. Se estou muito feliz, tenho mania de sair correndo em volta das coisas, e meu cachorro pinscher vem atrás de mim.
Alexandre Montek, 11 anos
Colaborou Liliana Onozato


