Quando ficar velha, não quero ter uma casa, mas um lar cálido e feliz, onde os meus filhos, já crescidos, sempre me visitem, não por obrigação, mas pelo prazer de curtir a minha presença.
  Quando ficar velha, quero ter a alegria de ver um pouco de mim nos meus netos, mesmo que eles já sejam bem crescidos. Aliás, mesmo grandes, quero que eles não se esqueçam do aconchego do meu colo e saibam que podem contar comigo mesmo nos momentos mais difíceis.
  Quando ficar velha, quero ter acumulado um monte de amigos, que espero que na sua maioria estejam ainda vivos e saudáveis.
  Quando ficar velha, quero ter me reconciliado com os meus fracassos, erros e defeitos, aceitando a mim mesma em plenitude e aprendendo a desfrutar dos sutis prazeres que essa etapa mais madura me oferece.
  Quando ficar velha, quero ter a lucidez daqueles que nada têm a perder, porque já estão vivendo no tempo de morrer e aprenderam a saborear cada segundo sagrado de vida.


Como você imagina a sua velhice?

''Pretendo ser um velho ativo, que faz caminhada e participa de eventos ligados ao esporte. Não acredito que vá sofrer de solidão, pois a minha família é bem unida e companheira, mas tem muita gente que nega ajuda e despreza os velhos.''
Guilherme Puerta Pereira, 12 anos

''Não acho que vou sentir solidão, pois meus irmãos e primos me ajudam muito hoje em dia e vão continuar me ajudando no futuro. O difícil é que tem muito idoso que é rejeitado por algumas pessoas pelas dificuldades que tem em fazer as coisas.''
Matheus Oliveira Martins da Silva, 11 anos

''Penso que vai ser uma vida complicada, porque vou ter dificuldades para ver, falar, ouvir. E não sei se vou sofrer de solidão, pois vai depender da família que vou ter. Nunca tinha pensado nas dificuldades dos idosos e a minha avó faz a melhor macarronada do mundo.''
Leonardo Almeida Bittencourt, 11 anos

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