No Brasil, de modo geral, a escola em tempo integral ainda soa como novidade, mas desde o século 17 na Europa e século 18 nos Estados Unidos se cumpre a legislação que estabelece que o lugar das crianças de 6 aos 12 anos é na escola durante todo o dia, cumprindo uma jornada de pelo menos seis horas.
Na América Latina, especialmente Argentina e Uruguai, em meados do século 19 iniciou-se um processo rápido de escolarização com ênfase na escola de tempo integral.
Infelizmente, o Brasil está entre os poucos países do mundo que oferece uma escola de tempo parcial para suas crianças. A justificativa apresentada para essa situação precária de ensino normalmente se baseia no tamanho do País e dos poucos recursos disponíveis.
No entanto, desde 1996 a legislação pertinente, a Lei 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, procurou sanar essa deficiência constando a intenção de ampliar a permanência dos alunos na escola do Ensino Fundamental, transformando-a progressivamente em escola de tempo integral. Idéia que ainda precisa ser mais difundida e aprofundada, com projetos pedagógicos que promovam o enriquecimento da educação.


Você gostaria de estudar em tempo integral?

  ‘‘Eu gostaria que a minha escola fosse integral, porque estou estudando muitas matérias legais. Faço vôlei fora da escola, mas, aí, poderia fazer lá mesmo. Não ia ter preguiça de ficar o dia inteiro na escola’’
Pietra Giovanna Bilek, 9 anos

  ‘‘Acho que seria melhor se a minha escola fosse integral porque eu poderia aprender mais. Mas gostaria de continuar fazendo balé fora da escola, porque assim faço amigos diferentes dos que eu já tenho lᒒ
Camila Ote Wiechert, 8 anos

  ‘‘Seria bom se estudasse em tempo integral porque à tarde fico em casa sem fazer nada. Dessa forma, iria aproveitar mais o meu tempo. Acharia bom que a minha natação fosse na escola também, seria divertido’’
Andrey Cunha Vanjura, 9 anos

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