Viver plenamente para conseguir usufruir o lado bom da vida é o que todos nós queremos. Admitir que não se pode controlar tudo é o primeiro passo para aprender que viver é permeado por riscos.
Estar consciente dos próprios medos e aprender a lidar melhor com eles também faz parte de um saudável amadurecimento. Ser um adulto equilibrado não quer dizer que se esteja isento de sentir medo, mas esse sentimento não é paralisante.
O medo, quando não é bem trabalhado, pode virar pânico e aí sim viver perde a graça. De origem grega ('panikon'), a palavra pânico significa susto ou pavor repetitivo. Na mitologia grega, o Deus Pã, que possuía chifres e pés de bode, provocava com seu aparecimento horror nos pastores e camponeses.


Você tem medo de quê?

''Tenho medo de altura e na dinâmica feita na escola cheguei a ficar no topo da pirâmide humana que fiz com os meus colegas. No projeto pude trabalhar outros medos, como o de ser assaltado e sequestrado.''
Matheus Ernst Martins, 10 anos

''Ser assaltada é um dos medos que tenho, mas com o projeto pude perceber que se seguir algumas regras, como não andar à noite sozinha, esse risco pode diminuir. Hoje me sinto mais segura e forte e não refém desse sentimento.''
Jéssica Martins, 11 anos

''Com o projeto pude perceber que a vergonha que sinto às vezes é uma forma de medo também, é medo de me expor. E conversando com os meus pais pude perceber que os adultos podem ter medos infantis.''
Natasha Martins, 11 anos

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