Encaminhado em agosto de 2003, o projeto de lei que prevê a universalização das bibliotecas escolares só agora vira lei, mas, como diz o ditado, ‘‘antes tarde do que nunca’’.
  No âmbito educacional, cada ano perdido é algo precioso e é lamentável que uma lei tão importante tenha demorado sete anos para ser sancionada. Também causa estranheza constatar que um espaço adequado para a leitura não tenha tido até então a mesma prioridade que uma sala de aula.
  Vale lembrar que o Brasil tem uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes, enquanto a vizinha Argentina tem uma biblioteca para cada 17 mil habitantes. Pesquisa realizada pelo Ibope também aponta uma triste estatística: o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano – cifra que cai para 1,3 quando se excluem os livros didáticos. Nos Estados Unidos e na França a média é de 10 livros por ano.
  No Brasil, além da existência do analfabetismo e do elevado custo dos livros, o número reduzido de bibliotecas públicas não promove a difusão da leitura e do conhecimento.



Você gosta da biblioteca da sua escola?

‘‘Eu estudo aqui desde o pré e sempre gostei da biblioteca. Ler é muito bom, pois aprendemos coisas novas, principalmente o significado das coisas. Gosto muito também da Hora do Conto, é divertido.’’
Luiz Eduardo Oliveira Silva, 10 anos


‘‘Gosto muito de ler na biblioteca da escola porque é um espaço agradável e silencioso; na minha casa tem muita baderna. A leitura é muito importante para a nossa vida; ajuda na hora de estudar e arranjar emprego.’’
Carolina Silva Santos, 9 anos



‘‘Eu adoro a biblioteca da minha escola e por mim ficaria mais tempo aqui. Quando eu leio, sempre aprendo um pouco sobre a vida. Sempre gostei de ler e na minha casa a minha mãe não dorme sem antes ler um pouco.’’
Isadora Mendonça, 9 anos

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