PALAVRA DE ESTUDANTE - A discriminação está no cotidiano
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segunda-feira, 04 de setembro de 2006
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
Os comentários Fulano é gordo, Beltrana é alta demais, Ela anda com cadeira de rodas, Veja que roupa brega, Ele é gago, entre tantos outros, podem comumente ser flagrados em rodas de amigos. Às vezes, sem perceber, outras de propósito, mas o fato é que as vítimas de preconceito acabam sendo prejudicadas pelas escolhas que fazem na vida. Em muitos casos, o simples fato da raça, opção sexual, condição econômica ou profissão determinam a segregação tão disseminada nas primeiras fases de sociabilidade, como a adolescência, por exemplo.
Você tem preconceitos?
Não tenho nenhum tipo. Primeiro, porque sou muito religiosa e entendo que não trará nada de bom pra gente. Se a pessoa é de um jeito, você deve aceitá-la assim, e não querer mudá-la. Lido com as diferenças numa boa.
Aline Lopes Tomasin,
14 anos
Nenhum. Somos todos seres humanos. Aprendi na escola e no centro espírita do qual faço parte que somos todos iguais. Tenho amizades de todos os tipos. As pessoas não aceitam muito as diferenças e querem que sejam todas de um mesmo jeito.
Pâmela Tessari Benati,
13 anos
Existem muitas piadas com pessoas que fogem ao padrão. Às vezes, eu faço também com pessoas gordas, CDF. Acho que é errado, mas todo mundo acaba fazendo uma ou outra brincadeirinha.
Pedro Henrique de Oliveira Souza,
14 anos


