PALAVRA DE CRIANÇA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de junho de 2006
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
No café da manhã, pão com queijo derretido e leite com achocolatado. No almoço, ovo, batata frita e refrigerante. Na hora do lanche, hambúrger com muita maionese. À noite, salgadinho com refrigerante e uma barra de chocolate para sobremesa. E assim segue a rotina alimentar de muitas pessoas que se tornam obesas. Pode parecer exagero, mas a obesidade é um assunto que também diz respeito às crianças. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já considera a obesidade infantil uma doença que deve ser tratada. Os especialistas afirmam que a mudança no hábito de vida dos pequeninos começa com a postura de seus pais que, sem saber, podem contribuir para uma geração de gordos, vítimas em potencial de doenças como diabetes e de cardiopatias (doenças do coração).
Minha mãe me orienta bastante a manter uma boa alimentação. Eu como tudo que tenho vontade, mas não na hora que quero. Na hora do recreio, às vezes, eu trago de casa alguma coisa que minha mãe preparou, ou não como nada.
Maria Maroli Pereira Gonçalves, 10 anos
Eu não como tudo que tenho vontade. Geralmente meus pais dizem que é pra eu não comer muito doce. O que eu mais gosto de comer são os legumes, pois desde pequeno fui incentivado por meus pais. Aqui na escola eu nunca como nada, pois almoço em casa.
Cleberson da Silva Pinheiro, 10 anos
Minha mãe fala pra eu não comer tanto doce, porque posso desenvolver diabetes. Por isso não como tudo que tenho vontade, mas eu sempre masco chicletes. Às vezes eu compro suco e salgadinho na cantina da escola pra comer na hora do intervalo também.
Maiara Ingrid Carvalho Veríssimo, 11 anos


